A VIZINHA DAS SETE CORDAS 

Neste livro, Hugo Almeida explora os limites entre o dentro e o fora, lugar e circunstância, em narrativas que se desdobram como enigmas. Nos quinze contos escritos ao longo de dez anos, o autor constrói uma arquitetura narrativa marcada pela concisão e pela força imagética. Cada conto se abre como palimpsesto, em camadas de sentidos e referências. O autor reafirma sua sofisticação estética, presente em obras anteriores como Certos casais, Vale das Ameixas e Mil corações solitários. O resultado é uma narrativa enxuta e poética, que convida o leitor a desvendar silêncios, gestos e perplexidades.

 Serviço: 

Edição: 1ª - Ano: 2026

Assunto: conto - Idioma: Português - País de Produção: Brasil

ISBN: 978-65-83126-41-2 - Formato: brochura, 14 x 21 cm - Nº de Páginas: 152


  

Opiniões sobre a obra:

Por Lara Vaz-Tostes

    A vizinha das sete cordas é um livro em que o leitor entra achando que vai apenas acompanhar histórias e termina com a sensação de ter atravessado vidas. Há algo de raro na escrita de Hugo Almeida: ele observa sem crueldade, ironiza sem desumanizar e toca o trágico sem teatralidade. Sua prosa é lúcida sem ostentação — como quem sabe que a literatura não precisa gritar para ferir (ou salvar).

     O livro se organiza em três movimentos — Dentro de casa, Fora de casa e Além — que são mais do que divisões formais: são modos de estar no mundo. Dentro de casa, o cotidiano perde o verniz. A casa surge como cenário moral, espaço de pequenas rachaduras, delicadezas frágeis e colapsos silenciosos. Contos como “Nas nuvens”, “Canoa do tempo” e “Assim de touca e máscara?” mostram que o que parece leve ou cômico, muitas vezes, é apenas a forma que a vida encontra para suportar a própria gravidade.

     Fora de casa, o mundo se torna mais áspero. Há encontros, choques, atravessamentos. Textos como “Ponto cego”, “Dona Justina”, “Duas estrelas” e “Encontro na Capela Dourada” revelam um olhar atento ao humano em seus instantes mais contraditórios: o gesto bonito onde ninguém esperava, a brutalidade disfarçada de normalidade, o afeto que insiste mesmo quando já chega tarde.

     E então vem o Além, que não é fuga — é tributo. A literatura aparece como fidelidade ao que nos formou, como dívida amorosa. O livro sugere, com sobriedade, que há coisas que o tempo não apaga — apenas muda de lugar dentro da gente.

    O que une os contos é uma eletricidade sutil: o texto parece sempre prestes a acontecer “algo” — e essa iminência é linguagem. Hugo não força a mão, não moraliza, não se exibe. Confia no detalhe, no ritmo, no corte certo. 

    Com humor fino, repertório e uma escrita elegante e impura (no melhor sentido), A vizinha das sete cordas não entrega lições — entrega presença. Ao final, o leitor não fica com uma moral, nem com uma resposta: fica um incômodo singular e bom — o de reconhecer, em silêncio, alguma coisa de si.

 

Por Whisner Fraga

     Estes belíssimos contos de A vizinha das sete cordas iluminam o que há de mais íntimo e doloroso no ser humano: amor, culpa, perda, redenção — as personagens caminham por territórios instáveis, onde o mínimo gesto pode salvar ou condenar. com o lirismo dilacerante do autor e o olhar alerta dos narradores, as histórias de hugo almeida reforçam que toda vida é travessia e, nas sombras das veredas, pulsa um lampejo de espanto, fé e humanidade.


Por quem as cordas vibram
Por Eltânia André

     O lugar define o homem? O lugar e as circunstâncias (numa perspectiva de Ortega y Gasset) destinam, confirmam ou marcam o território do conflito, da resistência, do horizonte aberto (ou não) aos sonhos? N’Os Lusíadas, Camões canta e decanta uma epopeia sobre o sair de casa, e em sua Odisseia, Homero empreende o voltar para casa. Habitar o lugar desejado extrapola os confins dos mares e as amarras territoriais; ao revés do tempo, a sorte e os acontecimentos são senhores do destino, mas não do afeto. 

       Nesse jogo — ou antítese — dentro de/fora de, o autor de A vizinha das sete cordas nos conduz por caminhos que se (des)dobram e não se excluem ou apartam completamente. Numa torção similar à Fita de Möbius — objeto contraintuitivo que surpreende e atrai pelo desafio, em que o interior e o exterior apontam para uma instância não delimitada, na escrita de Hugo Almeida o dentro e o fora emergem como enigmas. Coloca diante do leitor um campo gravitacional de especulações, no qual não há respostas nem saídas imediatas, mas um permanente questionamento e um contínuo desvendar, diante do erro, do crime, do indulto e do insólito, que se afunilam numa peleja, num espaço coreográfico de gestos mínimos, de expressões contidas, de silêncios e evasões que falam mais que o enunciado. Aqui também importam, em chave elíptica, o não-dito e a estrutura formal que se impõe pela concisão e economia de meios, tanto estilísticos quanto semânticos. 

     No intenso e denso percurso pelas situações e contingências que subjazem na consciência do ser, impõe-se escavar, esmiuçar os enredos e sentir as perplexidades e motivações de um autor que dá vida a uma arquitetura narrativa permeada de sutilezas e planos que se abrigam sob/sobre palavras, títulos, citações etc.,  como numa sequência de palimpsestos. Nada está ou acontece por acaso nem por mero enxerto ou enfeite na configuração dos contos, pois a sofisticação concede primazia a recursos muito peculiares, em que o menos diz sempre mais. Essa particularidade em Hugo Almeida é dominante, uma rara qualidade que reside na força temática, emocional e imagética e se traduz nos cortes, nas frases breves e precisas, albergando (in)tens(ç)ões sub-reptícias. 

       Na linha de suas obras anteriores (oportuno lembrar, entre as mais recentes, os contos de Certos casais, de 2021; e os romances Vale das Ameixas, de 2024, e a reedição, em 2025, do premiado Mil corações solitários, bem como a publicação, no mesmo ano, do ensaio A voz dos sinos: o sagrado, a mulher e o amor na obra de Osman Lins, estes três pela Editora Sinete), em A vizinha das sete cordas, com o mesmo rigor estético que perpassa o amplo espectro de sua produção, o autor realiza, num claro viés ontológico, a sondagem de vidas rotineiras envoltas num cotidiano de névoas, impulsos e contradições, retratando situações e sentimentos, confidências e segredos, medos e apreensões, sonhos e pesadelos. 

        Nos quinze contos que enfeixam A vizinha das sete cordas, escritos ao longo dos últimos dez anos, flui um caudal narrativo em que afluentes e influências trazem densos sedimentos à cultura e à dicção literárias desse incontornável escritor. Destaco, ainda, a conexão com obras e autores, tanto nos diálogos intertextuais e nas epígrafes que representam um nexo temático, quanto nas dedicatórias, que se convertem em homenagem e reconhecimento afetivo àqueles que cruzaram sua trajetória literária, acadêmica e existencial como inesgotáveis referências.

   “Nas nuvens”, primeiro dos cinco contos da série Dentro de casa, abre a porta para espreitarmos as tramas e os dramas, assim como o vão das palavras, as sensações, o insinuado e o interdito, emulando a interrogação: viver nos arranha-céus, próximo às nuvens ou para além delas repousar na maquete idealizada, seria existir numa dimensão liliputiana? Já em “O casal do farol”, Sóstrato guarda segredos no iCloud, enquanto a mocinha, no vaivém da ambiguidade, “feito a maré e o tempo, oscila. Não-sim”. Num movimento pendular perto-longe, eles vislumbram a cidade pelo vértice do farol numa busca do invisível ou do imprevisível. 

     “Por mares sempre navegados”, escrito no pós-pandemia que confinou o mundo nos limites da casa, carrega no título a inversão do desbravamento, da glória de ir além. Daí advindo um triângulo que não se fecha, eu diria que, para não morrer de tédio, uma mãe conta mil e uma histórias para sua filha, num esforço análogo ao de Sherazade, para enganar o tédio. E assim como Emma Bovary estranha as orelhas de seu marido Charles, “Ah, meu Deus! Por que suas orelhas são assim!?”, certo dia, Marília se pergunta, ao ver Arthur eriçar a juba inexistente, “O que é você? De onde veio?”, enquanto a criança apreende mais do que o suposto. Retornando ao tema da quarentena em “Canoa do tempo”, eis a metáfora da embarcação que segue o curso das águas e provoca outra pergunta — Para onde vai o mundo? — numa alusão ao incognoscível. A epígrafe de Manuel Bandeira, que amplia o belíssimo “Assim de touca e máscara?”, sugere que o concreto e o simples podem ser transformados em abstrato, sublime. E essa é a experiência esperada por Áurea. Com uma flor na touca, ela aceita pousar como modelo-vivo, e o seu corpo-ateliê responde de antemão com esperança aos domínios de Alonso — artista capaz de converter barro em bronze. 

    “Ponto cego”, primeiro dos sete contos da seção Fora de Casa, deságua num final surpreendente. Na sequência, “Dona Justina” personifica ou mimetiza a justiça, alguém que incorpora a imanência do perdão e conhece bem os poderes da oferta de um café coado na hora. “Duas estrelas”, duas histórias, tantas peregrinações, dupla face do infortúnio. Em “Encontro na Capela Dourada”, um observador anônimo, entre quitutes e frutas, ouve e grava as “confissões” (em nome do pai) de Mariana, Nicolau e Horiundo com H, h de horror. Por falar em Horiundo, Justina, Sóstrato e outros, vale ressaltar que os nomes das personagens não são escolhidos aleatoriamente, há uma pertinência com fatos históricos, mitológicos ou literários. “A vizinha das sete cordas”, que dá título ao livro, conta sobre Mira, aquela que mira pelo olho-mágico. E de como sua vida se transformou ao conviver com a vizinha Elvira, “coração re-don-do”, divertida, musical, prestativa — aprendeu e ensinou que sons e cores ajudam a organizar a vida, até que... Sobre “Influxologia alemã”, somos levados na torrente paródica de “um delirante, trôpego e sibilino labirinto de falácias e sofismas” quando um “tal juiz simplesmente pediu... (‘é ina-crre-di-tá-vel!’) a anulação dos 7 a 1 da Alemanha no Brasil na Copa de 2014, no Mineirão, e a consequente derrogação (‘foi a palavrra que usou’) do título da seleção alemã”.  

      Na última parte, Além — Tributo a três eternos, há uma viagem sensível e paralelística aos territórios criativos de Osman Lins, Clarice Lispector, Manuel Bandeira.   

     No mesmo sentido, no pungente “E depois desse desterro?”, Hugo Almeida apresenta as catorze estações de Dario, feito um Jesus renascido e repaginado do antológico “Uma vela para Dario”, do mestre-vampiro de Curitiba, Dalton Trevisan, ao som de “Fita amarela”, de Noel Rosa.

    Vários podem ser os olhares que culminarão em novas e significativas leituras deste conjunto nascido do manejo de um autor familiarizado com os signos e símbolos da linguagem. De seu cuidadoso processo de lima e lapidação, surge uma escrita elaborada, enxuta e poética, que transcende o óbvio e as aparências. Portanto, cabe aos leitores a tarefa instigante de abrir picadas na imensidão de A vizinha das sete cordas — corda extra que impõe complexidade, profundidade e beleza em todo o livro.

 

Outros livros de Hugo Almeida (clique no link para  mais informações sobre a obra)

 Vale das ameixas - romance (2024)

 A voz dos sinos - o sagrado, a mulher e o amor na obra de Osman Lins - crítica literária (2024)

 Mil corações solitários - romance (2025)

 

 

Sobre o autor: Hugo Almeida é autor dos romances Mil corações solitários (Prêmio Nestlé-88) e Vale das ameixas. A obra A vizinha das sete cordas é o seu quinto livro de contos. Organizou Osman Lins: o sopro na argila, ensaios, e as coletâneas Nove, novena: variações e Feliz aniversário, Clarice, selecionada pelo PNLD/MEC-2021. Mineiro, vive em São Paulo desde 1984.

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 Junior Rozante participa de encontro estratégico do

Além do CNPJ na Avantto Aviation

 CEO da RZ3 participou de encontro do Networkers Club, na Avantto Aviation, para debater oportunidades e estratégias na aviação civil.

 No último dia 26 de fevereiro de 2026, Junior Rozante, CEO da RZ3, participou de mais uma edição do Além do CNPJ, realizada na Avantto Aviation, no Campo de Marte, em São Paulo.

O encontro aconteceu dentro do Networkers Club, mastermind que reúne empresários consolidados para discussões estratégicas de alto nível, promovendo um ambiente exclusivo de troca entre líderes que já superaram os principais desafios da primeira fase de crescimento.

Com foco no mercado da aviação civil, o evento abordou oportunidades, ameaças e o ritmo de expansão do setor, proporcionando uma imersão prática nos bastidores da operação — do hangar à gestão estratégica — com a participação do fundador da Avantto.

Mantendo a essência de “empresário para empresário”, o debate trouxe insights aplicáveis à realidade corporativa, reforçando a importância de visão estratégica, inovação e capacidade de adaptação em mercados altamente dinâmicos.

A presença de Junior Rozante reforça o posicionamento da RZ3 em ambientes seletos de decisão, conectando liderança, inteligência de mercado e crescimento sustentável por meio de relações empresariais sólidas e estratégicas.

 

Junior Rozante é executivo, palestrante e empreendedor, é CEO da RZ3, onde lidera projetos que integram tecnologia, estratégia e performance para gerar resultados concretos às empresas. Com atuação focada em inovação, gestão de negócios, LGPD e créditos ativos tributários, destaca-se pela visão analítica e pela capacidade de conectar pessoas, oportunidades e decisões estratégicas. Defensor de que inovação é método, acredita que a tecnologia só gera valor quando está alinhada à estratégia, às pessoas e aos objetivos do negócio.

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 RZ3 recebe líderes da Vistage
em encontro exclusivo sobre gestão, estratégia e alta performance

Imersão reuniu empresários e executivos para discutir liderança,

tomada de decisão e crescimento sustentável.

 

No último dia 21 de janeiro, a RZ3 foi palco de um encontro exclusivo que reuniu importantes líderes empresariais durante o Evento de Apresentação da Metodologia Vistage (EPMV), ao lado de seu CEO, Junior Rozante. A iniciativa teve como objetivo proporcionar uma imersão prática na metodologia Vistage, reconhecida globalmente por impulsionar o desenvolvimento de empresários, CEOs e executivos de alta performance.

O evento contou com a participação de Antonio Mamede, Marco Carvalho, Arão Sapiro, Eduardo Moura, Diego Lima, Fabio Pereira, Daniel Martins, Silvia Micelli e Eduardo Marchiori, que vivenciaram uma simulação de reunião conduzida por um Chair, experimentando na prática a dinâmica do Peer Advisory — modelo baseado na troca de experiências reais entre líderes, com foco em decisões mais estratégicas, conscientes e sustentáveis.

Ao longo da programação, os convidados puderam interagir, compartilhar desafios de gestão, refletir sobre cenários de mercado e aprofundar o entendimento sobre os valores fundamentais da Vistage, como confiança, desafio, cuidado e crescimento. A experiência reforçou a importância do networking qualificado e da inteligência coletiva como ferramentas essenciais para o fortalecimento da liderança e a evolução dos negócios.

Para a RZ3, receber a Vistage e seus membros representa mais um passo em seu posicionamento como referência em inovação, estratégia e desenvolvimento empresarial, promovendo ambientes que conectam conhecimento, pessoas e soluções com impacto real no mercado.

 

Assessoria de Imprensa

Jornalista Carina Gonçalves - MTB: 48326

imprensa@rz3.com.br / 11-98092-6021

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Exposição Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi, segunda individual do artista no espaço paulistano, abre a programação de 2026 da Galeria Estação

 Composta por 27 pinturas inéditas, além da série Nbimda, dedicada a 16 divindades do candomblé de Angola de matriz Bantu, a mostra, que tem texto de catálogo assinado por Renato Menezes, evidencia a maturação do artista, que amplia repertórios, técnicas e subjetividades após o impacto de Lapidar Imagens


 Aberta ao público em 5 de março, com visitação até 11 de abril, a exposição Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi inaugura a programação de 2026 da Galeria Estação, reafirmando a força poética e a crescente complexidade do trabalho do artista paulistano de 39 anos. Ao longo de sua trajetória Rafael percorreu diversos Estados do Brasil, viveu por 14 anos decisivos em Teófilo Otoni (MG) e, atualmente, reside em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo.

Desde Lapidar Imagens, sua primeira exposição individual na galeria, realizada em 2023, o artista atravessou um ciclo de amadurecimento que ampliou seu vocabulário visual ao revisitar aspectos estruturantes de sua trajetória — da formação como lapidador de pedras preciosas às experiências de circulação pelo país. Esse percurso se desdobra agora em uma mostra que articula memória, identidade e subjetividade.

 “Desde que Rafael entrou na Estação, em 2023, acompanhamos de perto seu processo consistente de amadurecimento. Ele é um artista que cresceu em segurança, em repertório e em consciência do próprio trabalho. Entre Lapidar Imagens e esta nova individual sua obra ganhou densidade. A exposição reflete um salto real em sua trajetória. Quando um artista como ele encontra um espaço institucional que o apoia, ele ganha o mundo. No caso dele, nosso respaldo foi fundamental para que ele se sentisse mais livre para arriscar, aprofundar processos e ampliar sua linguagem”, defende Vilma Eid, sócia-fundadora da Galeria Estação.

 Produzidas no biênio 2024 – 2025, as pinturas inéditas incorporam um universo multicolorido de retratos, paisagens e elementos simbólicos que, segundo o artista, emergem de uma escuta profunda de si mesmo, em um processo consciente de desaceleração: “Hoje eu sinto que o meu trabalho acontece em outro tempo. Antes, eu tinha muita urgência, uma necessidade de produzir o tempo todo, quase como se eu precisasse provar alguma coisa. Agora eu entendo que esses processos devem ser mais lentos, que a pintura precisa de tempo para maturar, assim como eu”, explica.

 Composta por dois núcleos expositivos, a mostra reúne 27 pinturas no 2º andar da Galeria Estação, e apresenta, no mezanino, a série Nbimda, formada por 16 pinturas de cabeças de dimensões variáveis. Cada obra representa uma divindade (nkisi) cultuada no candomblé de Angola de matriz Bantu. Ao abordar esse conjunto, o historiador da arte Renato Menezes, autor do texto crítico do catálogo da mostra, destaca a centralidade simbólica da cabeça como elo entre o corpo, a ancestralidade e o divino:

 “O que para os europeus se apresentou unicamente como fisionomia, isto é, como emanação da personalidade, revela-se, na pintura de Pereira, como elo com o divino: a cabeça, orí para os Iorubá e mutuê para os Bantu. É na cabeça onde reside a força vital do indivíduo; está ali sua conexão com o nkisi, a energia ancestral e destino individual que cada sujeito traz consigo ao nascer. O tema da cabeça ancestral organiza a série Nbimda”, destaca Menezes.

 Ao exaltar e ressignificar a ancestralidade afrodiaspórica que constitui parte majoritária da sociedade e da formação cultural brasileira, Rafael também explicita sua intenção de dar maior complexidade às discussões sobre racialidade, afastando-se de leituras reducionistas em favor da construção de uma subjetividade negra.

“Não quero que meu trabalho seja lido só a partir de um corte racial. Não quero que um corpo negro sorrindo seja visto como um acontecimento, enquanto um corpo branco sorrindo é só uma imagem. O que me interessa é construir uma subjetividade negra que seja complexa, íntima e contraditória. Não quero negar a questão racial. Quero ir além dela. Quero que meu trabalho seja visto como imagem e experiência, e que a negritude esteja ali de forma profunda, não como um rótulo”, provoca o artista.

Segundo Menezes, essa produção recente, marcada pela força intuitiva do gesto pictórico, amplia ainda mais as leituras possíveis sobre a obra de Rafael, já insinuadas na interpretação de caráter modernista dos trabalhos presentes em Lapidar Imagens.

“Em um primeiro momento, sua obra parece resultar diretamente da absorção desses códigos da retratística tradicional para, a partir deles, imaginar futuros, reconstituir histórias e inventar identidades, superando o modo como a vida negra foi avaliada. Por outro lado, o artista cria fisionomias a partir de sua imaginação, como em um exercício de ajuste de contas com a história e de acesso a uma dimensão da memória neutralizada pelo trauma: a intuição é uma tecnologia ancestral. Assim, ele faz reexistir, por meio de suas cores, a presença viva de pessoas atravessadas por sentimentos, pensamentos e desejos silenciosos”, observa Menezes no catálogo.

A exposição evidencia, ainda, a ampliação de técnicas experimentadas durante o período formativo de Pereira, como o uso de bastão de giz pastel óleo sobre papel, revelando processos investigativos de um trabalho em transformação. Parte das obras foi produzida em março de 2025, durante a residência artística realizada por ele em Goiânia (GO), no Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes, projeto idealizado pelo artista visual e educador Dalton Paula e pela professora e pesquisadora de cinema Ceiça Ferreira. Localizado em um quilombo do bairro conhecido como Setor Shangri-lá, o espaço articula tradições culturais afro-brasileiras e práticas de arte contemporânea, com atividades em cerâmica, gravura, capoeira angola, agroecologia e cineclube.

“A residência no Sertão Negro foi decisiva para o Rafael, não apenas no plano técnico, mas como experiência de troca com outros artistas e abertura de mundo. Ele voltou mais seguro, mais consciente da própria voz — e isso aparece com força nesta exposição, que mostra um Rafael mais amplo com trabalhos diferentes reunidos em dois núcleos distintos. São quase duas exposições que se complementam e ajudam a entender melhor o artista. Abrir a programação de 2026 com o Rafael foi uma decisão muito consciente. Ele tem um público forte, seu trabalho tem ótima circulação e esse é o momento exato para fazermos sua segunda individual”, conclui Vilma Eid.

 

Sobre Rafael Pereira

Nascido em São Paulo, em 1986, mudou-se para Teófilo Otoni (MG) com a família ainda criança e foi lá que se especializou no trabalho com pedras preciosas. De volta à capital, aos 17 anos, Rafael se revezava entre o trabalho para pagar as contas e a prática da pintura e do desenho, atividades que foi desenvolvendo de maneira autodidata, experimentando com tinta a óleo, nanquim e giz pastel.
Aos 24 anos decidiu se dedicar exclusivamente à profissão de artista, vendendo seu trabalho nas ruas das diversas cidades onde morou Brasil afora. As vivências pessoais guiam a pesquisa de Rafael Pereira e formam o repertório imagético de sua obra. Sua ancestralidade de matriz africana dita muito do ritmo estético de seu trabalho, com suas simbologias e cores vivas. Seu processo de criação inicia-se justamente a partir do emprego das cores na tela, que aos poucos vão decodificando as figuras mentais e os sentimentos relacionados até se transformarem na composição.
Desde suas primeiras produções, então incentivadas pelo casal de colecionadores Claudete Guitar e Torquato Saboia Pessoa, até as mais recentes, pode-se identificar muito da sua própria história. A série de pinturas Catadores de Cana (2021), por exemplo, trata da realidade dos cortadores de cana, resgatando não apenas a profissão de seu pai, mas, também, o que provavelmente tenha causado sua morte.

O retrato tem sido uma categoria bastante trabalhada pelo artista por meio de representações de pessoas que passam por sua vida, e em seu ambiente familiar. Essas figuras, que geralmente olham profundamente quem as observam, povoam a imaginação do artista. Outra importante prática de sua pesquisa é a xilogravura.

De forma autodidata e com a ajuda de outros artistas, Rafael utilizou inicialmente referências do modernismo brasileiro para investigar a fundo os processos da técnica, bem como seus materiais e ferramentas. Artistas como Cândido Portinari, Ismael Nery, Lasar Segall e Tarsila do Amaral inspiram os cenários, traços e temas em suas obras.

 

Sobre a Galeria Estação

Com um acervo entre os pioneiros e mais importantes do país, a Galeria Estação, inaugurada no final de 2004 por Vilma Eid e Roberto Eid Philipp, consagrou-se por revelar e promover a produção de arte brasileira não-erudita. Sua atuação foi decisiva para a inclusão dessa linguagem no circuito artístico contemporâneo ao editar publicações e realizar exposições individuais e coletivas sob o olhar dos principais curadores e críticos do país. O elenco, que passou a ocupar espaço na mídia especializada, vem conquistando ainda a cena internacional ao participar, entre outras, das exposições Histoire de Voir, na Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, na França, em 2012, e da Bienal Entre dois Mares – São Paulo | Valencia, na Espanha, em 2007. Emblemática desse desempenho internacional foi a mostra individual Veio – Cícero Alves dos Santos, em Veneza, paralelamente à Bienal de Artes, em 2013.
No Brasil, além de individuais e de integrar coletivas prestigiadas, os artistas da galeria têm suas obras em acervos de importantes colecionadores e de instituições de grande prestígio e reconhecimento, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte de São Paulo, o Museu Afro Brasil (SP), o Pavilhão das Culturas Brasileiras (SP), o Instituto Itaú Cultural (SP), o SESC São Paulo, o MAM- Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o MAR, na capital fluminense.

 

SERVIÇO

Exposição Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi

Quando: de 5 março a 11 de abril de 2026

Onde: Galeria Estação

Endereço: Rua Ferreira Araújo, 625 - Pinheiros, São Paulo

Vernissage: 05/3 (quinta-feira), a partir das 18h

Horários de funcionamento da galeria: segunda a sexta, das 11h às 19h; sábados, das 11h às 15h; não abre aos domingos.

Tel: 11 3813-7253


Fonte: assessoria de imprensa

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Shopping Pátio Paulista 

inicia nova programação de Hora do Conto

Evento, que acontece em parceria com a da Livraria da Vila,

apresenta novos personagens e novas histórias

O Shopping Pátio Paulista tem nova edição Hora do Conto, com contação de histórias infantis, baseadas em livros selecionados do universo infanto-juvenil.  A cada encontro, histórias diferentes, com personagens que estimulam a criatividade, com interpretação e monitoria da Cia SóPapo.

Para fevereiro, as histórias contam as aventuras dos personagens de “Bibo cresceu, mas só um pouquinho…”, da autora brasileira, Silvana Rando, de “Leotolda” da espanhola, Olga de Dios, “Perigoso!” do britânico, Tim Warnes, e “Van Dog” da polonesa, Mikołaj Pasiński. 


As sessões acontecem sempre às 15h, no piso Paraíso (2º andar). Os ingressos gratuitos são limitados e podem ser resgatados no app Iguatemi One, escolher Shopping Pátio Paulista (aba “Eventos”).

“O objetivo em trazer a Hora do Conto, com histórias e personagens consagrados, é contribuir para estimular o prazer da leitura entre os pequenos, de forma divertida, criativa e lúdica”, explica Taciana Melo, Gerente de Marketing do Shopping Pátio Paulista.

Serviço

Hora do Conto, Shopping Pátio Paulista

Livraria da Vila, Piso Paraíso

Rua Treze de maio, 1947, Bela Vista

Ingressos gratuitos, que podem ser pré - resgatados pelo app Iguatemi One. Vagas limitadas consulte disponibilidade.

Sempre às 15 horas 

07/fev -Bibo cresceu, mas só um pouquinho… (Editora Brinque-Book)

14/fev - Leotolda (Editora Boitatá)

21/fev - Perigoso! (Editora Ciranda)

28/fev - Van Dog; (Editora Piu)

Recomendado para crianças, que devem estar acompanhadas por pais ou responsável acima de 18 anos.

Mais sobre o Pátio Paulista - Inaugurado em novembro de 1989, o Shopping Pátio Paulista recebe hoje paulistas vindos de todas as partes da cidade – e do país – graças à sua localização privilegiada: em plena avenida Paulista, com fácil acesso por metrô e grandes avenidas. São cerca de 300 operações, distribuídas em sete pisos, entre vestuário, alimentação, serviços, entretenimento e lazer, com três pisos de estacionamento.  

Na sua fachada, um relógio de mais de 5 metros de altura é referência para toda São Paulo. 

Para mais informações, www.iguatemi.com.br/shoppingpatiopaulista e em @patiopaulistaoficial (instagram)

Fonte: assessoria de imprensa

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 Shopping Pátio Higienópolis promove oficina de massinha e brinquedos que estimulam concentração e atenção

Atividade infantil acontece nos finais de semana de fevereiro

Grupo de pessoas sentadas ao redor de brinquedo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

O Shopping Pátio Higienópolis lança uma nova oficina infantil, com foco em massinhas e brinquedos que estimulam a concentração, a atenção e a criatividade das crianças. A atividade aconteceu no primeiro final de semana, 7 e 8, e volta a acontecer em 14 e 15 de fevereiro no Piso Buenos Aires, das 12h às 18h.

A oficina permite que os pequenos explorem diferentes estímulos sensoriais por meio de modelar e brinquedos que estimulam a concentração, como quebra cabeças, promovendo momentos de aprendizado lúdico, interação e desenvolvimento cognitivo

"Pensamos essa oficina como uma nova experiência para as crianças, unindo brincadeira e estímulos importantes para o desenvolvimento infantil. As atividades com massinhas e brinquedos educativos incentivam a concentração, a criatividade e a interação, além de proporcionar momentos de lazer em família dentro do shopping", afirma Kátia Gioacchini, gerente de marketing do Shopping Pátio Higienópolis.

A participação é gratuita, mediante resgate de ingresso pelo aplicativo Iguatemi One, na aba Eventos. As vagas são limitadas e o acesso no local está sujeito à disponibilidade.
 

Oficina de Massinha e Brinquedoteca

Shopping Pátio Higienópolis -- Piso Buenos Aires

Parceria Ri Happy
Av Higienópolis 618

Dias:14 e 15 de fevereiro

Horário: das 12h às 18h

Gratuita, mediante resgate de ingresso pelo app Iguatemi One

Para mais informações, acesse www.iguatemi.com.br/patiohigienopolis e acompanhe @patiohigienopolis nas redes sociais.


Fonte: assessoria de imprensa

 

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 Junior Rozante, CEO da RZ3, marca presença no TGH Club Experience e aponta os caminhos da inovação no mercado tributário

 O evento reforça como tecnologia, estratégia e inteligência 

estão redesenhando o mercado tributário.

 

Junior Rozante, Ceo da Rz3 e referência nacional em estratégia, negócios e posicionamento no mercado, participou no último dia 26 de janeiro de 2026, do TGH Club Experience, encontro fechado e exclusivo para empresários do setor tributário, que já validaram seus negócios e buscam escalar, posicionar e construir legado após a Reforma Tributária.

O evento reuniu apenas convidados selecionados, criando um ambiente premium e altamente estratégico para networking qualificado, conexões de alto nível e trocas reais entre líderes do setor.

A proposta não é ensino técnico, mas sim a construção de visão de futuro, mentalidade de crescimento, fortalecimento de marca pessoal e geração de equity, com insights práticos compartilhados por nomes que atuam na linha de frente do mercado.

A participação de Junior Rozante agrega ainda mais valor ao encontro, trazendo provocações sobre liderança, inovação, tomada de decisão e posicionamento estratégico em cenários de alta transformação.

A Reforma Tributária criará dois perfis de profissionais: os que competem por preço e permanecem no operacional, e os que lideram com estratégia, autoridade e inovação — e o TGH Club Experience foi desenhado exatamente para este segundo grupo.

A programação incluiu palestras, mesas redondas, hotseat, Q&A e momentos de convivência qualificada, favorecendo aprendizado aplicado, expansão de visão e construção de relacionamentos que geram negócios reais.

Os participantes receberam welcome kit personalizado, materiais exclusivos, livro físico autografado, almoço VIP, happy hour e experiências pensadas para fortalecer conexões profundas.

O encontro aconteceu na Diamond House, em São Paulo, em 26 de janeiro de 2026, durante o dia todo, e marca o início de um novo ciclo para empresários que desejam ocupar posições de destaque e protagonismo no futuro do mercado tributário brasileiro.


Assessoria de imprensa:  Jornalista Carina Gonçalves - MTB: 48326 / imprensa@rz3.com.br

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 Junior Rozante fortaleceu sua presença estratégica nos eventos mais relevantes do mercado em 2025

Atualização constante, visão de futuro e networking qualificado para entregar mais qualidade e assertividade aos clientes e ao ecossistema empresarial.

“Participar dos grandes encontros do mercado em 2025 foi essencial para sentir a pulsação das mudanças, antecipar tendências e reforçar nosso compromisso com resultados estratégicos e impacto positivo.”

A atuação de Junior Rozante – RZ3 nos encontros e eventos de destaque deste ano — como o Mercado & Opinião Conference, com líderes do empreendedorismo corporativo; o Jantar com Empresários – Mercado & Opinião, que reuniu executivos e pensadores sobre marketing, estratégia e crescimento; além de eventos como o Fórum Setorial IBRC – Inteligência de Mercado 2025, focado em dados e competitividade; e o Empreende Brazil Conference 2025, um dos maiores encontros de empreendedorismo e negócios da América Latina — reforça a importância de estar presente e atualizado no calendário de debates e tendências do setor. Nesse contexto, a RZ3 amplia sua atuação educacional com a consolidação da parceria RZ3 StartSe, finalizando o acordo do projeto Journey – IA, previsto para 2026, voltado à formação estratégica de CEOs e lideranças empresariais diante dos desafios da transformação digital e da inteligência artificial.

Estar lado a lado com CEOs, empresários, especialistas em inteligência de mercado e lideranças inovadoras não só ampliou o repertório estratégico da RZ3, como também permitiu desenvolver um olhar ainda mais aguçado sobre os desafios e oportunidades que moldam o mercado atual. Essa imersão constante traduz-se em projetos mais relevantes, criativos e com valor agregado real para clientes e parceiros.

“Não basta ter um CNPJ — é preciso viver o mercado em suas experiências, ouvir, conectar e aprender para transformar insights em soluções concretas.” – Junior.


Mais sobre Junior Rozante: é estrategista, palestrante, empreendedor e líder por trás da RZ3, com sólida experiência em inteligência de mercado, inovação e estratégias de crescimento. Seu trabalho combina visão analítica, cultura de aprendizado contínuo e foco em resultados, oferecendo soluções que ajudam empresas e profissionais a se adaptarem às transformações do mercado com agilidade e assertividade. Em 2025, sua participação em eventos de alto impacto fortaleceu ainda mais sua posição como referência em conectividade, estratégia e desenvolvimento de negócios.

Assessoria de imprensa – RZ3
Jornalista Carina Gonçalves (MTB: 48326)
11-98092-6021
www.rz3.com.br 
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MUNDOS DESAPARECIDOS:  
uma viagem de 3,5 bilhões de anos, 
possibilitada pela realidade virtual, chega a São Paulo
 

 
*** Expedição imersiva, coproduzida com o Museu Nacional de História Natural de Paris,
poderá ser vivenciada a partir de 15/11
 

 
Após o lançamento no Museu Nacional de História Natural de Paris, em 2023, "Mundos Desaparecidos" chega a São Paulo. A expedição imersiva poderá ser vivenciada, a partir de 15 de novembro, no Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual - localizado no shopping Cidade Paulista. 
 
Os visitantes irão embarcar em uma viagem vertiginosa pela história da Terra e da vida, retratando mais de 3,5 bilhões de anos de evolução graças à realidade virtual. Acessível a partir dos 8 anos de idade, este formato inédito une a pedagogia e o entretenimento, e propõe transformar o público em atores fisicamente e emocionalmente envolvidos na experiência, em vez de simples espectadores. 
  
45 minutos para contar a história da vida, que começou há 3,5 bilhões de anos
 
Como ilustrar a evolução do planeta e da vida através de uma seleção de espécies, locais e períodos sem ser uma experiência  exaustiva? Esse é o desafio enfrentado por Mundos Desaparecidos, a Expedição Imersiva de 45 minutos foi concebida para que pequenas histórias relatem a grande história. 
 
Assim, a seleção incidiu sobre várias paleopaisagens, desde o Arqueano (há 3,5 bilhões de anos) até hoje, passando pelo auge da vida animal no Cambriano (há 520 milhões de anos), as grandes florestas do Carbonífero (há 300 milhões de anos), os grandes dinossauros do Cretáceo (há 67 milhões de anos) até o surgimento da linhagem humana (entre -100.000 e -60.000 anos).
 
As paleopaisagens estão localizadas em várias regiões do mundo,  em diferentes períodos e em torno de espécies, ora espetaculares, ora mais confidenciais, que permitem compreender que a vida está em toda parte, o tempo todo, sob múltiplas formas.   
 
 
Uma história científica coproduzida com o Museu Nacional de História Natural de Paris
 
 
Concebida para ser o mais realista possível, esta expedição imersiva é o resultado de uma estreita colaboração entre o Museu Nacional Francês de História Natural e seus cientistas. Paleontólogos, paleobotânicos, especialistas em evolução e bioacústicos contribuíram para o projeto, desde a redação do roteiro até a produção em 3D, passando pela criação dos universos gráficos e sonoros. Assim, embora, Mundo Desaparecidos,  proporcione uma imersão sensível e às vezes humorística, todas as informações  foram rigorosamente validadas cientificamente.
 
Os dados e pesquisas mais recentes constituíram a base dessa experiência. Algumas vezes interpretações sobre texturas ou cores desconhecidas foram necessárias, porém essas escolhas aconteceram em conjunto com os pesquisadores associados. Assim, uma das principais mensagens científicas de Mundos Desaparecidos é a de tomar consciência de que a evolução – em particular a do Homo sapiens – não tem objetivo nem finalidade. Ela simplesmente é.  
 
Tecnologia a serviço de uma imersão coletiva
 
Produzidas pela Emissive, sob a marca Excurio, as Expedições Imersivas podem receber grandes fluxos de visitantes, criando a ilusão de viajar no espaço e no tempo em reconstituições históricas de alta qualidade.
 
Equipados com um dispositivo imersivo, os participantes podem se mover livremente e viver sensações realistas com suas famílias e amigos. A tecnologia desenvolvida pela Excurio permite usar a realidade virtual em espaços de 300 a 1.000 m² e visualizar avatares dos outros participantes durante a experiência, evitando assim a sensação de isolamento que geralmente acompanha as experiências em realidade virtual.
 
 
 
Serviço
Expedição Imersiva"Mundos Desaparecidos"
Shopping Cidade São Paulo – Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual - 2ª Subsolo (Avenida Paulista, 1230 – Bela Vista)
De 15 de novembro de 2025 a 22 de março de 2026
Segunda a sexta, finais de semana e feriados das 10h às 21h15
Ingressos: De R$ 29 a R$ 98 (a depender do dia e horário da visita)
*meia-entrada e condições especiais para família e grupos. 
Onde comprar: espacoculturalvr.com.br e Fever ou no próprio local da exposição.
Classificação etária: a partir dos 8 anos
Duração: 45 minutos
*Espaço conta com infraestrutura de acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção.
Realização: Bonfilm 
Produzida pela Emissive, sob a marca Excurio. 

Fonte: assessoria de imprensa
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 Feira Escandinava espera receber 15.000 visitantes 
em dois dias de evento na capital paulista

 
A Feira Escandinava, uma das mais tradicionais de São Paulo, acontece nos dias 4 e 5 de novembro, no Esporte Clube Pinheiros. Realizado há mais de seis décadas pela Associação Beneficente Escandinava Nordlyset, o evento reúne cultura, gastronomia, design e solidariedade, e deve atrair cerca de 15 mil visitantes. 

A feira celebra o melhor da Noruega, Dinamarca, Finlândia, Suécia e Islândia, e em 2025 terá a Noruega como país homenageado. Entre os destaques estão produtos típicos noruegueses, como geleias, queijos, pães, arenques, caviar, mostardas e chocolates, além dos tradicionais enfeites natalinos, com luzes, guirlandas e figuras como Papai Noel, elfos e bonecos de neve.

Mais do que uma feira, o evento é um mergulho na cultura escandinava, oferecendo ao público a oportunidade de adquirir produtos típicos e experimentar pratos tradicionais em um ambiente acolhedor e cheio de charme. A curadoria privilegia a autenticidade e a inovação, trazendo novidades a cada edição sem perder o vínculo com as tradições. O público encontrará alimentos, bebidas, chocolates, cristais, brinquedos, artigos de design e decoração, utensílios para casa, mesa e cozinha, panelas, edredons e enfeites natalinos — opções que vão desde pequenos presentes até peças de alto valor e sofisticação.

Outra atração é o restaurante, ponto de encontro das comunidades nórdicas em São Paulo. Sob o comando da chef Vera Jacobsen, o menu deste ano ganha uma novidade especial: Frikadeller ao molho, acompanhadas de salada de batatas e geleia de lingonberry. Os tradicionais sanduíches de salmão, arenque e caviar também estarão de volta, mantendo viva a essência e os sabores autênticos da culinária escandinava.

A sustentabilidade é outro pilar importante do evento. Toda a estrutura de gôndolas e estandes é produzida com materiais reutilizáveis, e a comunicação visual é reaproveitada em futuras edições, reduzindo o impacto ambiental e reforçando o compromisso da feira com práticas responsáveis.

Além de celebrar a cultura nórdica, a Feira Escandinava também se destaca pelo seu propósito social. Com o trabalho voluntário de mais de mil pessoas, todo o lucro das vendas é revertido para instituições que apoiam crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Atualmente, cerca de 30 mil crianças são beneficiadas por 13 instituições acompanhadas de perto pela Associação Nordlyset. Desde a fundação da entidade, mais de 40 organizações já receberam apoio.

Tradicional e contemporânea ao mesmo tempo, a Feira Escandinava é um encontro que une tradição, cultura, sustentabilidade e solidariedade, oferecendo aos paulistanos e visitantes uma experiência única — uma verdadeira viagem pelos encantos e valores dos países nórdicos, com o calor humano de um evento que transforma solidariedade em impacto real.


Serviço
4 de novembro, das 11h às 22h
5 de novembro, das 10h às 20h ou até o término dos estoques
Esporte Clube Pinheiros - Rua Tucumã, 36 – São Paulo/SP

Fonte: assessoria de imprensa

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