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Indicação Comunicação e MKT

Super indicamos o trabalho 
da JCG Comunicação e MKT



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A Cultivare Comunicação e Design
desenvolveu a comunicação visual do Grupo Astral para a ABF – Rio


A Cultivare Comunicação e Design é uma agência de comunicação integrada que, desde 2004, dedica-se ao planejamento e à gestão de comunicação em empresas que buscam comunicar-se de maneira sustentável e fértil, com o objetivo de fortalecer e consolidar a sua marca.

Tendo em seu portfólio diversos trabalhos e projetos focados nas necessidades de seus clientes, em diferentes nichos, a Cultivare Comunicação e Design desenvolveu todo o projeto de comunicação visual do estande do Grupo Astral, administrado pelo diretor-presidente Beto Filho, que também é presidente reeleito da ABF - nova diretoria para a gestão 2015-2017, para a Expo Franchising ABF – Rio, que acontece entre 01 e 03 de outubro, no Rio Centro – RJ.

“Para nós a palavra-chave na construção de grandes marcas é integração e é por isso que agrupamos diferentes ferramentas de comunicação e marketing, em todas as mídias, a um único projeto. Para o Grupo Astral, valorizamos o conceito da marca que atua no controle de pragas recorrentes na sociedade e no campo, assim como demos melhor visibilidade às técnicas e recursos usados pela empresa em sua atuação”, comenta Tiago Stracci, Diretor de Arte da Cultivare Comunicação e Design.

A Cultivare Comunicação e Design atende empresas de todas as regiões do país e oferece solução integrada para todos os portes e segmentos. Acesse o site http://www.cultivaredesign.com.br e conheça os produtos e serviços oferecidos.


Fonte: JCG Comunicação e MKT
Carina Gonçalves – jornalista responsável

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Especial Bienal do Livro - RJ

Francisco:
 O Santo de Assis na Origem dos Movimentos Franciscanos
Protetor dos pobres e dos animais

Martins Fontes – Selo Martins lança com exclusividade a obra Francisco: O Santo de Assis na Origem dos Movimentos Franciscanos, de Giovanni Miccoli, com tradução de Sérgio Maduro. “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”. Palavras sábias de um jovem italiano, que aos 24 anos renunciou toda a sua riqueza para dedicar a vida aos pobres e aos doentes. São Francisco de Assis, que também é conhecido como protetor dos animais, foi considerado porDante Alighieri como uma "luz que brilhou sobre o mundo" e “para muitos ele foi à maior figura do Cristianismo desde Jesus”. Considerado santo ainda em vida, foi canonizado pela Igreja Católica em 1228, menos de dois anos após falecer aos 43 anos. Abaixo segue release editorial:


 
Francisco: O Santo de Assis na Origem dos Movimentos Franciscanos

A história de Francisco de Assis representa um dos pontos chave de todos os acontecimentos dos dois mil anos de história do cristianismo. Tal vitalidade tampouco se esgota na sua – sempre exemplar – biografia, uma vez que sua extraordinária trajetória de vida se funde profundamente com os eventos históricos da ordem que ele fundou, a qual, em poucas décadas, tornou-se a mais numerosa e animada de toda a cristandade ocidental. Com efeito, o nexo entre a sua original proposta cristã e os rumos perseguidos pela ordem a que deu origem colocam muitos problemas. Surgem ainda várias questões ao se analisar as características e perspectivas reais da experiência religiosa de Francisco e seus primeiros companheiros, confrontando-as com os termos em que foram diversas vezes traduzidas e transmitidas na prática e na memória histórica da Igreja nos séculos subsequentes.

Não por acaso, a figura de Francisco, canonizado poucos anos depois de sua morte, virou referência para uma extraordinária variedade de movimentos e possibilidades, com frequência em evidente contradição com o que propõem e sugerem seus próprios escritos. Está nesse labirinto de problemas o aspecto central da longa e ainda muito atual “questão franciscana”, ainda mais intrigante depois da escolha recente do cardeal Bergoglio de, como bispo de Roma, pela primeira vez adotar o nome de Francisco: porque ao Francisco histórico, que facilmente pode ser conhecido nos seus aspectos básicos, somam-se e adicionam- se os tantos Franciscos que a tradição construiu e que continuam a propor múltiplos modelos diferentes de experiência religiosa.

Sobre o autor: Giovanni Miccoli, nascido em Trieste em 1933, estudou na Scuola Normale Superiore da Universidade de Pisa, onde foi aluno de Ottorino Bertolini, Delio Cantimori e Arsenio Frugoni. Por mais de quarenta anos ensinou história medieval e história da Igreja, primeiro em Pisa, depois em Trieste, em Veneza e, novamente, em Trieste. No âmbito medieval, ocupou-se, sobretudo da reforma gregoriana e das origens franciscanas; na esfera contemporânea, de antissemitismo católico, do Vaticano, guerra e Shoah, bem como dos posicionamentos do papado depois do Concílio do Vaticano II. O livro Una storiografia inattuale? Giovanni Miccoli e la funzione civile della ricerca storica, de G. Battelli e D. Menozzi (Viella, 2005), foi dedicado à sua obra.

Ficha Técnica:
Título: Francisco: O Santo de Assis na Origem dos Movimentos Franciscanos
Autor: Giovanni Miccoli / Tradução: Sérgio Maduro
 Editora: Martins Fontes - Selo Martins
Ano de Publicação: 2015 / Páginas: 316 / Valor: R$ 49,00

Também, haverá lançamento e noite de autógrafo com Cesare Battisti para seu livro:
“O Cargueiro Sentimental”
Cesare Battisti, agora livre cidadão e morador em solo brasileiro, também considerado como ex-terrorista pelos governos italiano e francês, lança com exclusividade, pela Martins Fontes – Selo Martins, seu novo livro: “O Cargueiro Sentimental”, com noite de autógrafo dia 12 de setembro, a partir das 19h, durante a Bienal Internacional do Livro – RJ (03 a 13/09), no estande da editora localizado entre as ruas I16/J13.

Outros títulos também serão destaque durante a Bienal Internacional do Livro - RJ
- Frida Kahlo, Rauda Jamis
- As Cartas De Ernest Hemingway - Volume I 1907-1922, com org. de Sandra Spainer e Robert W. Trogdon
- Francisco: O Santo de Assis na Origem dos Movimentos Franciscanos, de Giovanni Miccoli
- C.S. Lewis - Além do Universo Mágico de Nárnia, de Robert MacSwain e Michael Ward
- Moral Universal ou os Deveres do Homem Fundamentados Na Sua Natureza, do Barão de Holbach
- Os Objetos e a Vida – reflexões sobre as posses, as emoções, a memória, de Giovanni Starace
- Os Animais Célebres, de Michel Pastoureau

Serviço: Noite de autografo com Cesare Battisti
Livro: O Cargueiro Sentimental, Martins Fontes – Selo Martins
Quando: 12/08/2015 / Horário: a partir das 19h
Onde: Bienal Internacional do Livro - Rio 2015 (Riocentro - Av. Salvador Allende, 6.555 - Barra da Tijuca – RJ)
Estande:  J13/I16 / Site: 
www.emartinsfontes.com.br  
Informações Livrarias Martins Fontes: (21) 2221-2823 / (11) 3116-0000 
INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA
JCG Comunicação e Marketing
Carina Gonçalves – Jornalista responsável
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Os animais e sua participação na história

Se você gosta de pets, certamente vai adorar a leitura desta obra: Os Animais Celebres”, de Michel Pastoureau, lançamento exclusivo da Martins Fontes – Selo Martins, que retrata a importância deles no dia a dia das pessoas e na cultura mundial, assim como sua influência direta na produção de produtos – com fins diversos para humanos ou não. O autor aborda múltiplos assuntos, que inclui estudos sobre animais reais da história mundial como, por exemplo, os elefantes de guerra de Aníbal (Primeira Guerra Púnica – Roma, Século III a.C.) e a Besta de Gévaudan (animal que aterrorizou a região francesa no final do século XVIII). Também, menciona outros tirados da Bíblia – a Arca de Noé e a Baleia de Jonas –, da mitologia – o Minotauro e o Cavalo de Tróia –, da literatura (Renart/Raposa)de animações como Mickey e Pato Donald entre outros que vão de objetos (ursinho de pelúcia) aos dos sonhos (monstro do LagoNess). Abaixo segue release editorial:

Os animais célebres



Desprezado anos a fio pelos historiadores e relegado às coletâneas de curiosidades e à história “menor”, o animal é hoje um verdadeiro objeto de estudo, situado no cerne da pesquisa e na intersecção de várias disciplinas.
 Ao considerar quarenta animais célebres (pelos mais variados atributos), Michel Pastoureaudestaca tudo o que o estudo das relações entre o homem e o animal pode trazer para a história social, econômica, religiosa, cultural e simbólica. Cada capítulo é dedicado a um animal e composto de duas partes: a exposição dos fatos e tradições que lhe concernem e um comentário histórico que procura situar o respectivo contexto e objetivos. Entre os animais estudados, alguns existiram de fato (o elefante de Aníbal, a Besta de Gévaudan), outros foram tirados da Bíblia (a Arca de Noé, a baleia de Jonas), ou da mitologia (o Minotauro, o cavalo de Tróia), outros, da literatura (Renart) e de imagens (Mickey, Pato Donald), outros, enfim do mundo dos emblemas (o leopardo inglês), dos objetos (o ursinho de pelúcia) e dos sonhos (o monstro do Lago Ness).

Sobre o autor: Michel Pastoureau é historiador,  arquivista, paleógrafo e diretor de estudos na Ecole Pratique des Hautes Estudes (Sorbonne iv) em Paris, onde leciona, desde 1983, a história do simbolismo ocidental. Publicou mais de trinta livros a respeito da história das cores, dos animais e dos símbolos.

Ficha Técnica:
Obra: Os animais célebres
Autor:  Michel Pastoureau
Editora: Martins Fontes - Selo Martins
Coleção: O Homem e a História Páginas: 312
Ano de Publicação:  2015 / Edição: 
Valor: no prelo – previsão para Bienal Internacional do Livro - RJ

Fonte: JCG Comunicação 
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Republique Du Salem



Faz lançamento oficial do CD e Gravação do DVD Ao Vivo, no Na Mata Café, 16/07, com participação especial de Marc Ford (USA)


 “Rock é mais do que apenas um estilo musical, é uma filosofia de vida. Obrigado a todos que seguem o nosso trabalho. Aos que ainda não conhecem, fica o convite! Nos vemos no show de lançamento!”



A banda paulista Republique du Salem faz lançamento oficial de seu novo CD homônimo e, também, grava DVD ao Vivo no próximo dia 16 de julho, no Na Mata Café, com participação especial do lendário do rock Marc Ford (ex-guitar The Black Crowes).

Em turnê pelo Brasil, após uma temporada internacional o grupo, ainda, se apresenta no Estúdio Showlivre.com (sem platéia e com transmissão ao vivo pela plataforma online, considerada a maior de música da América Latina).

Tendo como referência musical bandas como Led Zeppelin, Black Crowes, Jimi Hendrix, Funkadelic e sons do rock clássico e do blues dos anos 70, Republique Du Salem – é formada por Davi Stracci (vocal), Guido Lopes (guitarra, violão, piano) e Nae Silva (bateria) – terá no repertório “Take the Risk”, “I will wait for You (blues for Nina)”, “Closer”, “What You’re Like”, entre outras, incluindo algumas músicas da carreira solo de Marc e de covers de blues/rock.  A partir do dia 19 de julho já estará disponível a pré-venda do álbum no iTunes, com download antecipado da faixa “Path of Cain”.


Sobre a Banda: A Republique du Salem foi fundada em São Paulo no ano de 2011 por Guido Lopes e Davi Stracci, recebendo já em seu álbum de estréia duas pré-indicações para o Grammy Latino (categorias best brazilian rock album e best new artist). Com identidade fortemente calçada na expressão artística dos anos 70 e no steampunk, a sonoridade da banda transita entre o BluesRock, o Folk e o Rock Psicodélico, vindo a proporcionar ao grupo, ao longo do tempo, uma maior exposição fora do Brasil (entrevistas e convite para shows no exterior, além da veiculação de suas músicas em rádios nos EUA). No Brasil, a banda recebeu elogios de artistas como Paulo de Carvalho (Velhas Virgens), Clemente Tadeu (Inocentes) e Adriano Daga (Malta), entre outros artistas renomados do meio musical.

Sobre Marc Ford: Considerado um dos guitarristas de rock/blues mais prolíficos de sua geração, Ford projetou-se durante a década de 90 como guitarrista da banda americana the Black Crowes, com quem permaneceu por uma década e gravou 4 álbuns icônicos. Além disso, o lendário guitarrista traz em sua bagagem um extenso trabalho sideman (com artistas como Ben Harper, Blind Boys of Alabama, Gov’t Mule, Izzy Stradlin, Booker T. Jones e Blackberry Smoke) e de produção (responsável por álbuns de Ryan Bingham, Steepwater Band, Phantom Limb, Duane Betts e recentemente, trabalhando com a banda brasileira République du Salém).  Em sua carreira solo possui cinco álbuns gravados.

A encruzilhada: Em 2014, a Republique recebeu um convite de Marc Ford para que tivessem seu novo álbum produzido por ele. Admiradores de seu trabalho, e tendo o Black Crowes como uma de suas principais influências, a banda foi até Long Beach, na Califórnia, para registrar Republique du Salem.  Para os shows do lançamento deste álbum no Brasil, foi a vez da Republique convidar Marc, que prontamente aceitou. Mestre e discípulos dividem o palco no Na Mata Café, em 16/07 e, também, no Showlivre.com – maior plataforma online de musica da América Latina – no dia 14/07.


                                                                                                                                                              
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Crédito das fotos: Rinaldo de Oliveira


Nova música “Take the Risk” - https://youtu.be/_yjhiDknDCQ
Video  “Go Ye and Preach my Gospel” - https://youtu.be/ofT7q4gvtZo 
Vídeo lançamento “O Fim da Linha Não É o Bastante” - https://youtu.be/ifoXHlC3ATQ
Marc Ford com Black Crowes “Hard to Handle”- https://youtu.be/2CE6bgj-hx




Serviço:
Shows Republique du Salem

- Na Mata Café – 16/07/2015
Gravação do DVD Ao Vivo
Horário: a partir das 21h30 – 11-3079-0300
Rua da Mata, 70 – Itaim Bibi – SP – www.namata.com.br
Ingresso: R$ 50,00

- Show Livre.com – 14/07/2015
Sem platéia, com acesso somente pela plataforma online
Horário: a partir das 14h / www.showlivre.com



Fonte: JCG Comunicação - Jornalista responsável: Carina Gonçalves
Produção Republique Du Salem - Rinaldo de Oliveira - 11-2216 7474 / 11- 98045- 5528 / rwcomercial@yahoo.com.br / contact@republiquedusalem.com  / www.republiquedusalem.com  
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Momento Entrevista:

A mente brilhante do criador e suas histórias


Todo mundo já pensou um dia em ter um filho, plantar uma árvore e, quem sabe, até escrever um livro com suas memórias ou tema de preferência. Os dois primeiros itens a grande maioria das pessoas, que conhecemos, já realizou, faltou mesmo só publicar uma obra. Mas será que é simples assim escrever um texto bacana para que outras pessoas possam ler? Será que é preciso ter coragem para isso?

Para o menino Eraldo Miranda, um sonhador de Alumínio, interior de São Paulo, isso nunca foi um problema ou pesadelo. Acostumado a lidar com textos e histórias em seu dia a dia, pois adorava ler e criar personagens em sua mente, decidiu unir o útil ao agradável. Tornou-se escritor e hoje é referência na literatura infanto-juvenil. Conheça um pouco mais sobre ele no bate-papo prazeroso que tivemos sobre sua vida, projetos e sonhos. 

JCG Comunicação - Quando começou a escrever de fato (como escritor anônimo e ou profissional)?

Eraldo Miranda: Antes de escrever, vivia a narrar histórias para crianças da educação infantil, o que me auxiliou muito para escrever, primeiros anônimos, textos meus de gaveta. Contudo profissionalmente escrevi o primeiro livro a partir de pesquisas da tradição oral em 2002. Neste mesmo período, comecei a escrever meu primeiro original que viria ser publicado em 2003.

JCG Comunicação - Qual foi o primeiro livro escrito (publicado ou não)?

Eraldo Miranda: O primeiro livro foi “As Aventuras de Pedro Malasartes”, mas no mesmo ano também nasceu o “Dia do Rio”, curiosamente eles foram lançados praticamente juntos em 2003.

JCG Comunicação - Qual foi a primeira Editora que publicou sua obra?

Eraldo Miranda: Foi a Editora Elementar de São Paulo, mas também no mesmo ano, meses depois, a Franco Editora também publicou outra obra.

JCG Comunicação - Qual foi a sensação de ver um filho (livro) seu impresso e a venda?

Eraldo Miranda: Encurtando a história, quando a Editora Elementar me ligou para dizer que o livro Malasartes, ainda em boneco sem entrar na gráfica, havia sido no vendido para a Prefeitura de São Paulo, com cinco mil exemplares, fiquei atônito. Eu, que já morava numa pensão em Guarulhos, que tinha mais baratas e ratos do que gente, me sentei na escada e chorei como criança, de soluçar e tudo. Era meu primeiro livro, um filho nascendo, e seria publicado com uma tiragem alta! Imagina a minha alegria... sem palavras mesmo.

JCG Comunicação – Quantos livros você já tem publicado e quais são as editoras que são suas parceiras?

Eraldo Miranda: Tenho mais de 15 livros já publicados e previsão para o dobro deste número que vão chegar entre 2015 e 2016. Em breve apresentarei muitas novidades para os meus leitores. Entre os livros e as editoras estão:


Editora Elementar
·         As aventuras de Pedro Malasartes
·         O dia em que Ananse espalhou sabedoria pelo mundo
·         Ludens, a cidade dos bonecos
·         Histórias boas de contar dos Irmãos Grimm


Mundo Mirim
·         O nascimento dos Andes e outras lendas pré-colombianas


Cortez Editora
·         O menino que levou o mar para o avô
·         O pescador de histórias


Franco Editora
·         O dia do rio
·         Os três porquinhos
·         Um ovo para a paz



Trilha das Letras
·         Caiu no chão, virou bichão


Espaço IDEA
·         A centopéia sem pés
·         Mitos do fogo


Editora Napoleão
·         O reino da Caixa tonta


CRIA Editora
·         Guerra e Paz




JCG Comunicação – Quais são os livros de destaque em sua carreira?

Eraldo Miranda: Considero todos os livros, mas três deles, hoje, tem maior destaque, que são: “Guerra e Paz”, ilustrado com as imagens dos Painéis Guerra e Paz de Candido Portinari e prefácio de Milton Nascimento, pela Cria Editora; “O Menino que levou o mar para o avô, pela Cortez Editora; e “As aventuras de Pedro Malasartes”, pela Editora Elementar.

JCG Comunicação – O que você espera para a literatura nacional?

Eraldo Miranda: Sempre espero (pelo que necessitamos crescer) muito trabalho, muitas ações efetivas acerca do livro literário. Este é um universo aberto e ainda pouco explorado. Apesar das compras governamentais alimentarem uma grande parte das publicações nacionais, precisamos de muito mais. Carecemos de mais bibliotecas, mas não somente do prédio, mas lá no espaço físico de muitos livros e, acima de tudo, bibliotecários reais, não de faz de conta como acontece em muitos estabelecimentos. É preciso valorizar está classe tão necessária para a coisa funcionar e bem. Precisamos de mais livrarias descentralizadas, uma vez que os números são ínfimos diante do tamanho do país. Os dados apresentam que as livrarias estão alocadas nos grandes centros. Precisamos, também, de mais feiras e salões literários, não somente bienais. É importante desenvolver políticas públicas mais rígidas para aquisição municipal de livros, uma vez que na maioria esmagadora dos municípios brasileiros, talvez haja bibliotecas e salas de leitura nas escolas, mas não há livros e, quando se compram algo, são obras muitas vezes com qualidade literária questionáveis, já que os critérios de avaliação são falhos e vemos que compram qualquer livro para fazerem números nas prateleiras. Há muita coisa boa acontecendo, muita mesmo, tenho presenciado ações de estimulo a leitura que nem sonhava na minha infância. Mas o Brasil precisa, ainda, fazer muito, mas muito mesmo para ficar mais ou menos dentro deste cenário. Agora para ficar bom e ótimo, as gerações lá na frente terão que ter a competência e habilidade para continuar aquele sonho de Lobato, “um país de homens e livros”.

JCG Comunicação – Como você enxerga o universo literário no Brasil hoje?

Eraldo Miranda: Podemos afirmar e confirmar que somos um país que possui escritores de renome atemporais como, por exemplo, Lobato, Machado, Amado, Vinícius, Ana Maria Machado e tantos e tantos outros que foram surgindo numa literatura que não perde para nenhuma no mundo. E, hoje, em específico a literatura infantojuvenil nacional é riquíssima, sempre surgem novos autores e ilustradores. Tudo isto me deixa, verdadeiramente, esperançoso para o futuro próximo.

JCG Comunicação – Qual mensagem você deixa para o público infanto-juvenil?

Eraldo Miranda: Eu diria assim:
Sonhem... Construam e Reconstruam, a partir de suas leituras, coisas boas para suas famílias, cidades, país e mundo. Todos sabem da importância da leitura, então leiam. A leitura tem que ser como chocolate e seus diversos paladares. Tem que ser prazerosa, livre, espontânea, construtiva. Temos que esquecer a palavra obrigação para a leitura, o ato de obrigação na leitura está na importância e validade que cada indivíduo delega ao livro. Leitura é extensão, é ação e experimentação do universo que nos cerca, seja qual for seu campo de visão. É pão e café com leite pela manhã, é no almoço arroz, feijão, bife e salada. É a noite um suculento prato de sopa. Ao se alimentar assim, você vai constituir um individuo pleno e sabedor de seus direitos e deveres e os reflexos de suas ações sobre a sociedade. A poética está aí, aqui, ali e todos os dias ela é experimentada, mesmo que não você não a perceba. A consciência sobre isso só será concreta por meio do exercício de leitura não só de livros, mas do eu, do outro e do mundo. Crianças leiam para contar suas histórias, pois elas são importantes para todos. Vão em frente e leve suas palavras, revoadas de pássaros aos sedentos por saber e aprender. Porque contar histórias é uma maneira de se ser percebido e perceber o outro. Eu só existo se eu sou percebido e narrar uma história é uma das mais belas maneiras de se deixar ser percebido. É um jeito de você marcar a sua passagem aqui com palavras, pontos e vírgulas. Desse modo você marca a sua passagem, sagrada passagem. Leiam para rir e chorar. Leiam para sonhar, para acordar Leiam para construir e para desconstruir. Leiam em nome da liberdade, em nome de um mundo melhor e justo. E só podemos cobrar melhorias para nossas vidas se somos sábios e sensíveis para cobrar isto. O ato de ler nos torna poderosos como voz que é ouvida e respeitada.

JCG Comunicação – Qual mensagem você deixa para os empresários e afins que podem contribuir para mudar o cenário da pouca leitura no Brasil?

Eraldo Miranda: Em um país ao qual temos pessoas conscientes e críticas de suas funções sociais, seguramente, na hora de escolher um produto ou marca, elas irão buscar aquela que lhes tragam benefícios positivos. O mesmo se aplica aos livros. A leitura deve começar a ser uma prática nos meios familiares, em escolas e centros sociais, pois contribui para perspectivas de formação de cidadãos atuantes e conscientes. E são estes sujeitos que contribuem para o crescimento, social, cultural e econômico do país. Quando as empresas criam iniciativas em projetos que estimulam a leitura, ganham com isso, pois o resultado é a divulgação de sua marca e sua ação em prol de melhorias para o coletivo. Contribui para o Brasil tornar-se um país não somente de livros, mas acima de tudo de leitores. É contribuir para uma nação fortalecida, onde empresas e sociedade se beneficiem mutuamente.





Carina Gonçalves
Jornalista responsável
JCG Comunicação – Excelência na Arte de Comunicar

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