Homenagem a Clarice Lispector

MUDE

(*por Clarice Lispector)

Mas comece devagar, porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa, mais
tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente, observando com atenção
os lugares por onde você passa. Tome ou tros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas, dê os teus
sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias,
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas, e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama, depois, procure dormir em
outras camas.
Assista a outros programas de tv, compre outros
jornais...
leia outros livros, viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia, numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia, o novo lado, o novo método, o
novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente. Busque novos amigos, tente novos amores,faça
novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome
outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria, Almoce mais cedo, jante
mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado, outra marca de sabonete, outro
creme dental, tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores, vá passear em outros
lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro,
compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros
cabeleireiros, outro teatro, visite novos museus.
Mude, lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova
ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais
digno, mais humano. Se você não encontrar razões para
ser livre, invente-as, seja criativo.
E aproveite para fazer umas viagens despretensiosas,
longas, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.Troque novamente, mude, de
novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas
piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa. O mais importante é a
mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda! Repito por pura alegria de
viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!
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Projeto para o Livro Popular deve ser estabelecido até o final de 2012

A Editora Melhoramentos já se enquadra no perfil do programa de livro popular, com títulos que variam entre R$ 1 e R$ 5 cada para a XV Bienal do Livro do Rio de Janeiro

* Redação – Parceria 6

Com a meta de levar ao mercado cerca de 2 a 3 mil obras com preços populares, o Governo criará três novos editais para contemplar a classe C no acesso ao livro. Há cerca de dez anos a venda de livros girava em torno de 1,1 livros por habitantes e, mesmo uma década depois, esse número se manteve. Com isso, novas ações por parte de classes governamentais e do setor literário iniciaram novos projetos que contemplem a leitura e o acesso a cultura para todos, focando especialmente na classe C.

Neste processo, diversas empresas do ramo editorial já estão se adequando e produzindo obras com valores reduzidos para contemplar uma nova fatia do mercado de leitores. Antes destes projetos, a Editora Melhoramentos, referência na literatura infantil, já produzia obras voltadas para todos os públicos com valores acessíveis para promoção da leitura e da cultura.

Para esta edição da XV Bienal do Livro do Rio de Janeiro, a Editora melhoramentos apresenta 40 lançamentos na área de infantil e juvenil, além dos títulos já publicados e disponibilizados em seu catálogo. E, especialmente na feira deste ano, a empresa comemora o nascimento de seus primeiros títulos desenvolvidos para iPad. As vedetes são O Menino da Terra, Os Dez Amigos, ambos do cartunista Ziraldo, e os novos títulos da Coleção Peixonauta, primeira série de animação totalmente produzida no Brasil. As versões eletrônicas dos títulos reúnem recursos de interatividade, tecnologia e conteúdo inéditos no País.

Ao longo de seus 120 anos de vida, a Editora ocupa posição de destaque no mercado editorial. Pioneira, abriga hoje em seu catálogo, mais de 100 títulos de ebooks entre infantis, juvenis e dicionários. Os e-books e aplicativos respondem atualmente por 6% das receitas da empresa. Para Breno Lerner, superintendente da Editora Melhoramentos, a evolução tecnológica cumpre seu papel no mercado editorial, mas não deve anular o formato tradicional dos livros, principalmente quando se trata de títulos infantis. “Não se pode dizer que os e-books encantam mais do que o papel, cada um tem seu charme. Talvez a tecnologia substitua o papel em algum momento, mas não a curto prazo e, no mercado de livros infantis, esses passos certamente serão mais lentos” – acredita o executivo.

Ele ressalta a importância de criar projetos populares para áreas com pouco ou sem acesso a literatura e a leitura. “Pensando nisso, oferecemos nas feiras de livros, obras a valores simbólicos. O objetivo é atender públicos dos mais diversos perfis e permitir o contato inicial ao mundo mágico da leitura”, comenta Lerner. E confirmando estas ações da Editora Melhoramentos, há disponível na Bienal do Rio diversos títulos infantis ao valor de R$ 1,00 e R$ 5,00. “Os alunos e o público geral que visitar a feira podem contar com títulos de qualidade acessíveis a todos os bolsos. Democratizamos a leitura assim como oferecemos obras com qualidade e preço justo para atender as necessidades de crianças, adolescentes e público adulto de diversas classes sociais. Queremos incentivar mais a leitura, aumentando a estatística de venda de 1,1 livros por habitante, que se mantêm com o mesmo percentual há dez anos”, ressalta.

Para tentar mudar este cenário de baixo índice de compra e consumo de obras literárias, o governo criou três novos editais voltados especialmente para bibliotecas, editoras e pontos de vendas.  O objetivo é fazer com que as regiões que possuem pouco ou nenhum acesso a literatura, possam conhecer e consumir este tipo de produto. Para isso, as obras de cunho popular, oferecidos pelas editoras devem custar no máximo ao valor de R$ 10,00.

Já na próxima semana o edital para as bibliotecas, com um teto total de R$ 35 milhões, será liberado e voltado para as instituições rurais, municipais e comunitárias que se inscreverem no programa. O valor distribuído para cada instituição será calculado de acordo com a população usuária e a sua localização. Nenhuma biblioteca inscrita ficará de fora, todas receberão algum ajuste ou apoio financeiro, segundo o edital.

E, no que diz respeito ao setor de livrarias, todas poderão comercializar livros populares para leitores e afins, assim como repassar para bibliotecas sem vínculos com o governo. Uma boa notícia, que agrada o setor refere-se ao fato de que as Bibliotecas terão autonomia para escolher os títulos que mais têm procura por parte do público, passando a agir como protagonista nas ações em prol da leitura.

Segundo Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, a idéia é fazer com que todos os elos da cadeia do livro sejam ativados e a promoção da leitura faça com que o valor do preço final seja acessível. Isso se dá devido ao aumento da tiragem de cada título, que barateia o custo para as editoras e reflete no consumidor final: o leitor. Ele comenta que a idéia é fazer o mesmo processo realizado no cenário cinematográfico, em que o filme passa primeiro no cinema, depois é disponibilizado em DVD e, por último, é transmitido por alguma emissora de TV.

No caso do livro, a proposta inicial assemelha-se a práticas realizadas na Europa e nos Estados Unidos, no qual a primeira edição dos livros é publicada em caráter de luxo, com capa dura e alta qualidade na impressão, passando posteriormente para uma versão mais simples até chegarem a versões de bolso, com custo acessível para todos.

Novidades para todos os gostos

Considerada por Lerner uma excelente vitrine, com muito boa afluência de público, a XV Bienal do Livro do Rio de Janeiro eleva as expectativas da editora. O superintendente aponta que as perspectivas para a Feira são de um crescimento de 20% em relação a ultima Bienal do Rio de Janeiro, realizada em 2009. Para chegar lá, a Editora Melhoramentos aposta em autores brasileiros, que respondem por 65% de seu catálogo.

Além da tecnologia de ponta presente em seus produtos, a editora promete surpreender o público com novidades distribuídas em um estande com mais de 250m². Entre as boas notícias, os visitantes devem conferir a parceria inédita entre dois dos maiores nomes de escritores infantis da atualidade: Ziraldo e Maurício de Sousa que, pela primeira vez, lançam um livro infantil juntos. O Maior Anão do Mundo é escrito por Ziraldo e ilustrado por Mauricio de Sousa.

O novo título autoral de Ziraldo, O Capetinha do Espaço, literatura de cordel, presente no livro Colcha de Retalhos e a comemoração dos 10 anos de carreira do jovem Thiago de Melo Andrade, Prêmio Jabuti em 2001 como autor revelação, também estão entre as atrações da Editora, que prepara ainda uma tarde de autógrafos com a atriz Paola de Oliveira, estrela do filme Uma Professora Muito Maluquinha, com estreia prevista para outubro. A global estará ao lado de Ziraldo no estande da Editora para autografar a nova edição do livro (com a foto da atriz caracterizada da personagem na capa) que dá nome ao filme.

 Credibilidade

Tradição, qualidade e tecnologia andam de mãos dadas na Editora que, entre as pratas da casa, conserva o cartunista Ziraldo, um de seus principais autores que iniciou a carreira de escritor na Melhoramentos há exatos 30 anos, com o lançamento de seu primeiro livro: Flicts e, em seguida, O Menino Maluquinho. Pelo caráter formador de obras como Meu pé de laranja lima, O Menino Maluquinho, Flicts e os dicionários Michaelis, a Editora Melhoramentos está presente entre as famílias brasileiras com grandes obras. Apresenta marcos na literatura brasileira e no mercado editorial. Ao mesmo tempo, a editora investe fortemente em tecnologia para acompanhar as tendências do mercado. Suas obras estão disponíveis em múltiplas mídias o que reafirma o compromisso da empresa centenária se renovar continuamente.

As revoluções tecnológicas das últimas décadas impulsionaram a editora que estabeleceu diálogo com a tecnologia. Pioneira, a Melhoramentos lançou em 1990 o primeiro dicionário eletrônico no Brasil. Também saiu à frente com lançamentos para iPhone, iPad , que viabilizam ao leitor o acesso a obras de destaque da editora em tecnologia digital. Os jogos em Realidade Aumentada a partir das obras da Editora possibilitam à criança uma integração maior com a leitura por meio de divertidos jogos, que têm seus conteúdos interligados.

Atualmente as obras de literatura infantil, juvenil e de apoio escolar representam 50% do faturamento da editora; 35% diz respeito às obras de referência. O catálogo de Gastronomia e culinária ocupa 10% e o de interesse geral, 5%. A Editora Melhoramentos lança ainda obras de peso no mercado internacional: 25% dos lançamentos da editora são traduções e importações, obras de destaque cujos direitos a editora adquire.


Programação especial da Editora Melhoramentos para a XV Bienal do Rio de Janeiro

A Editora Melhoramentos preparou uma série de eventos para divertir a criançada durante a XV Bienal do Livro Rio. Ziraldo, Maurício de Sousa,  Tiago de Melo Andrade e Paola de Oliveira, estrela de Uma Professora Muito Maluquinha, filme inspirado no livro de Ziraldo, prometem movimentar o estande da Editora durante os 10 dias de Feira.

O estande estará localizado no Pavilhão Azul I06/J05. Confira a agenda completa:

- 03 de setembro, às 11 horas - Atividade infantil.

- 03 de setembro, às 15h30 - O Menino Maluquinho e Julieta, personagens do cartunista Ziraldo, divertem a criançada com suas performances no estande da editora.

- 03 de setembro, às 16 horas - O cartunista Ziraldo autografa o lançamento O Capetinha do Espaço ou O Menino de Mercúrio e outros sucessos.

- 04 de setembro, às 11 horas - Atividade infantil.

- 04 de setembro, às 15 horas - O escritor Tiago de Melo Andrade comemora 10 anos de carreira e autografa a nova edição de A Caixa Preta, livro ganhador do Prêmio Jabuti em 2001. A sessão de autógrafos será acompanhada de bolo e refrigerante, servidos aos visitantes do estande.

- 04 de setembro, às 19 horas - O Menino Maluquinho e Julieta, personagens do cartunista Ziraldo e Monica e Cebola, personagens da Turma da Mônica Jovem, de Mauricio de Sousa encantam crianças, adolescentes e adultos em uma animada tarde no estande da Melhoramentos.

- 04 de setembro, às 19 horas - Ziraldo e Mauricio de Sousa autografam o primeiro livro da dupla: O Maior Anão do Mundo.

- 07 de setembro, às 14h30  - O Menino Maluquinho e Julieta, personagens do cartunista Ziraldo, divertem a criançada com suas performances no estande da editora.

- 07 de setembro, às 15 horas - Ziraldo autografa edição especial do livro Uma Professora Muito Maluquinha ao lado da atriz Paola Oliveira, estrela do filme inspirado no livro que estreia em outubro.

- 10 de setembro, às 16 horas - O Menino Maluquinho e Julieta, personagens do cartunista Ziraldo e os personagens Mônica e Cebolinha, de Mauricio de Sousa, animam a criançada no estande da editora.

- 10 de setembro, às 16 horas - Ziraldo e Mauricio de Sousa autografam o primeiro livro da dupla: O Maior Anão do Mundo.

- 11 de setembro, às 11 horas - Atividade infantil.

- 11 de setembro, às 15h30 - O Menino Maluquinho e Julieta, personagens do cartunista Ziraldo, divertem a criançada com suas performances no estande da editora.

- 11 de setembro, às 16 horas  - O cartunista Ziraldo autografa o lançamento O Capetinha do Espaço ou O Menino de Mercúrio e outros sucessos.

Serviço:
XV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro
Quando: de 01 a 11 de setembro
Horário: das 10 às 22 horas
Onde: Riocentro - Avenida Salvador Allende, nº 6.555 – Barra da Tijuca
Estande da Editora Melhoramentos: I06/J05 Azul

 Fonte: Parceria 6 Assessoria de Imprensa
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São Paulo recebe espetáculo de Mário Viana, com direção de Bárbara Bruno
Pira, Pirandello, Pira
Baseado em obra de Nobel de literatura de 1934, a peça terá curtíssima temporada no Espaço dos Parlapatões
– de 12 de agosto a 10 de setembro –




Com texto de Mário Viana, direção de Bárbara Bruno, trilha sonora do Du Moreira, cenários e figurinos de Milton Fucci, livre adaptação de Uno, Nessuno e Centomila, de Luigi Pirandello – um dos maiores nomes da dramaturgia do século XX – fica em cartaz de  
 12 de agosto a 10 de setembro em São Paulo    

** Estamos com a agenda aberta para entrevistas e encontros com Mário Viana, Bárbara Bruno e elenco, antes da estreia – consulte-nos e veja as datas disponíveis.

O dramaturgo italiano da Sicilia Luigi Pirandello (1867-1936), agraciado com um Nobel de Literatura em 1934 por sua “revitalização arrojada e engenhosa da arte dramática e cênica”, apresenta em Uno, Nessuno e Centomila, romance de 1909 - em tradução livre Um, nenhum, cem mil – seu eterno e penetrante questionamento sobre o que é “a verdade”, revelando assim as falsas impressões que surgem como respostas para essa questão.  O relativismo que se evidencia vai do trágico ao cômico e arranca gargalhadas em sinal de concordância não só por conta da complexidade que se desenvolve de forma serena e natural: a coerência e contundência em questão ganha legitimidade, sobretudo pelo impacto fulminante na forma com que o dramaturgo traduz a máxima de que “as coisas nem sempre são o que parecem” (embora talvez sejam), pode ter na vida de um indivíduo.

De 12 de agosto a 10 de setembro o público terá a oportunidade de conhecer este universo de “desconstrução (ou construção) de identidade. Produção e elenco experientes encenam Uno, Nessuno e Centomila no Espaço dos Parlapatões - Praça Franklin Roosevelt, 158 – agora sob o título Pira, Pirandello, Pira. Protagonizada pelo ator Beto Bellini – que dá vida à Vitangelo Moscarda – a livre adaptação de Mário Viana, dirigida por Bárbara Bruno, ganha vida ainda pelos atores Cláudio Curi, Eliete Cigaarini, Vanessa Goulartt, Rafael Maia e Edu Guimarães. Completam a ficha técnica a trilha sonora de Du Moreira e os cenários e figurinos de Milton Fucci, além da coreografia de Paulo Goulart Filho.

            *  abaixo da descrição da peça, leia análises assinadas por Mário Viana e Bárbara Bruno

A peça          



O personagem protagonista Vitangelo Moscarda é emblemático: ao notar que as pessoas têm uma impressão sobre ele absolutamente diferente da forma com que ele afirma (ou supõe) ser na realidade, Moscarda cai na insanidade. Ou será na realidade? Inicia-se, então, o processo de autoconsciência – talvez o mais agressivo da carreira de Pirandello. O tom sátiro da peça surge como ponto de equilíbrio à busca dramática e até trágica do protagonista por essa verdade logo na faísca da reviravolta que ele dará em sua vida.

Vitangelo Moscarda é um jovem herdeiro do banco de seu pai. Um dia, porém sua esposa, Dida, - interpretada por Eliete Cigaarini - lhe faz a seguinte observação: “seu nariz é ligeiramente torto”. Eis a “faísca” acima citada, que dá origem à busca do protagonista – em primeiro plano por sua identidade – e, de forma mais ampla, pela “verdade”. Moscarda, então, muda de vida: desiste de ser banqueiro, o que desaponta sua esposa - que sai de casa. Mesmo ao custo de sua ruína financeira e abandono de seu amor, Vitangelo encontra em um projeto de caridade o caminho para suas elucidações, o que também caracteriza o personagem como anti-herói – figura bastante presente no teatro da primeira metade do século XX. Sua busca chega a levá-lo a um hospital, onde os seus sentimentos se libertam. O esmagamento do ego, a mudança de atitude e postura do outro perante ao “novo ele” são algumas das percepções que permeiam a apresentação a ser vista nos Parlapatões.       

Essa interrogação da veracidade da situação dramática ganha o tempero das provocantes rupturas do metateatro – recorrente nas peças de Pirandello – e que são contempladas em                                  Pira, Pirandello, Pira. Acrescenta-se às referências e alusões a outras de suas peças durante a encenação, entre elas, Seis personagens à procura de um autor, uma das mais famosas. Toda a construção do espetáculo traz o espectador ao universo macro e o conduz ao detalhe do pensamento instigante do dramaturgo italiano. Mas talvez a melhor definição para sua busca seja mesmo a que dá título ao texto a ser interpretado a partir do dia 12 de agosto: Um, Nenhum, Cem Mil.


Pira, Pirandello, Pira !!!


Se eu tivesse absoluta certeza que meu nariz é reto diria que Pirandello é absolutamente louco !

A dúvida existe, portanto a sanidade é relativa, já que a retidão de meu nariz depende de quem o vê.

Sei que respiro mas apenas me parece, não afirmo, que de forma alguma as linhas de meu rosto determinam minha condição de respirar melhor ou pior.

Abre-se a cortina e num instante mágico, infinitas possibilidades se apresentam o que não impede que se tenha uma única versão de determinado ponto de vista.

Que jogo fascinante da máscara teatral que respeita a liberdade absoluta da incerteza e propõe um mergulho profundo sem rede protetora.

Salve (-me ) Pirandello !!!

Abraços

Bárbara Bruno ? ! – diretora




**Piraporque

  Por Mário Viana

Quando Bárbara Bruno me propôs fazer a adaptação do romance Um, Nenhum e Cem Mil, de             Luigi Pirandello, tremi nas bases. Já tinha lido o livro anos atrás e lembrava que era uma aventura desbravar a floresta intrincada dos raciocínios do autor siciliano. Pirandello não é mole, não. Mas, ao reler o romance e as peças, descobri a América, ou seja, me apaixonei por Pirandello e sua floresta de raciocínios intrincados.

Na recriação do romance e das peças para um outro espetáculo, visto pelos olhos de um dramaturgo, uma diretora e uma equipe totalmente ligados no século XXI, tentamos mostrar que Luigi Pirandello é mais contemporâneo que muito escritor badalado que circula por aí.

Há, em Pirandello, uma atualidade impressionante – a ideia de que a verdade muda conforme a pessoa que vê é uma prévia do que temos hoje, quando temos todos os nossos passos seguidos por câmeras de segurança. Cada uma nos mostra de um ângulo, desvenda nossos gestos, delata possíveis agressões... O mundo está cada vez mais “pirandelliano”.

Mário Viana, dramaturgo.

Serviço: Pira, Pirandello, Pira

12 de agosto a 10 de setembro
Local: Espaço dos Parlapatões
Endereço: Praça Franklin Roosevelt, 158 - São Paulo
Horários: sextas e sábados – à meia-noite (uma única apresentação por noite)
Duração: 60 minutos
Ingressos: R$ 30,00
Capacidade: 96 lugares
Gênero: Comédia Enlouquecida
Fone: 3258-4449- parlapatoes@uol.com.br 
Aceita cartões: Visa / Master Card / American Express
Lanchonete no local
Bilheteria: das 16h às 22h


Ficha Técnica do espetáculo: Pira, Pirandello, Pira

Adaptação de texto: Mário Viana
Direção: Bárbara Bruno
Assistente de Direção: Samira Lochter
Elenco: Beto Bellini, Eliete Cigaarini, Cláudio Curi, Vanessa Goulartt, Edu Guimarães, Rafael Maia
Cenário e figurinos: Milton Fucci
Coreografia: Paulo Goulart Filho
Trilha Sonora: Du Moreira
Produção Marketing: Igor Guedes
Designer Gráfico: Leo Marino
Vídeo: Luís Felipe Minnicelli
Iluminação: Rodolfo García Vázquez
Fotografia: Damien Golovaty
Coordenação de Produção: Erika Barbosa
Diretora de Produção: Gisa Guttervil
Assistente de Produção e Visagista: Rafael Mendes
Núcleo de Produção: FAZ Centro de Criação
Assessoria de Comunicação: Parceria 6 Assessoria de Comunicação




Sobre Luigi Pirandello

Luigi Pirandello nasceu na Sicília em 1867 e morreu em Roma em 1936. É considerado um dos mais importantes escritores do século XX e precursor do teatro do absurdo, que seria desenvolvido nos anos 1950. Foi membro do Partido Fascista e participou ativamente da vida cultural italiana sob o domínio de Benito Mussolini, embora se recusasse a transmitir em suas obras qualquer mensagem relativa à sua posição política. Doutor em filologia pela Universidade de Bonn – Alemanha - com tese sobre o dialeto de sua cidade natal, revela grande preocupação lingüística em sua obra literária, boa parte dela escrita no dialeto siciliano.


Sobre Bárbara Bruno

Bárbara Bruno estreiou no palco do teatro sob a direção de Antunes Filho no espetáculo “Tome Conta de Amelie”, ao lado de Maria Della Costa. Escolheu o teatro como ofício e atuou em diversas montagens teatrais como "Direita, Volver!" de Lauro César Muniz, direção Emílio Di Biasi, “O Martelo”, “Laços Eternos”, “Crimes Delicados”, entre outras. Ampliou suas funções trabalhando também como diretora e produtora.

Sobre Mário Viana

Nascido em São Paulo, 11 de julho de 1960, Mário Viana é um jornalista e dramaturgo brasileiro. Formado em jornalismo pela Faculdades Cásper Líbero, trabalhou no jornal Folha de São Paulo,  Veja São Paulo, atuou como editor de turismo no jornal O Estado de São Paulo, além de ter colaborado com um extenso leque de publicações.

Como dramaturgo, formou o Núcleo dos 10, sob orientação do também dramaturgo                                   Luís Alberto de Abreu. Recebeu menção honrosa no Concurso Nacional de Textos Teatrais Inéditos de 2000, promovido pelo Ministério da Cultura, com a peça Flechadas do teu Olhar. Os textos Vamos? e Vestir o Pai também receberam prêmios em duas edições do concurso de dramaturgia promovido pela Secretaria de Cultura de Porto Alegre, em 2000 e 2001.

Teve montados três espetáculos com o Grupo Parlapatões: Mistérios Gulosos, Um Chopes, Dois Pastel e uma Porção de Bobagem e Pantagruel. Também foram montadas as peças Ifigônia, com as atrizes Rosi Campos e Zezeh Barbosa, e Verdades, Canalhas, dirigida por Hugo Possolo. A comédia Vamos? ganha montagem em Fortaleza. O monólogo Natureza Morta, inspirado numa tela do norueguês Edvard Munch, é montado no Recife, em São Paulo e Rio de Janeiro.

Sobre a FAZ Produções e Erika Barbosa - Produtora


A Faz Produções é coordenada por Erika Barbosa, com Luiza Gottschalk e Beto Bellini.  Atua entre o eixo Rio/São Paulo há mais de 17 anos, produzindo diversos espetáculos. Entre as mais recentes produções de espetáculos, “O Última Stand Up” – estreia no Festival de Curitiba 2011; “19 Centímentros”, com direção Bárbara Bruno de Lauro César Muniz – Satyrianas – 25/11/2010; “Nó de Cachorro ou a Mandrágora Brasileira” , com direção de Nelson Xavier – Teatro Bibi Ferreira – Espaço dos Satyros Um e Espaço dos Satyros Dois – SP; “Hipóteses para o Amor e a Verdade”, com direção de Rodolfo García Vázquez -  Espaço dos Satyros Um – Pça Roosevelt  - e Festival de Ararquara em junho de 2010; “O Arquiteto e o Imperador da Assíria”, 2007 e 2009 no Rio de Janeiro – 2008 em São Paulo; Produção da temporada carioca no Espaço Municipal Sérgio Porto dos espetáculos paulistanos do Grupo Os Satyros: “A Filosofia na Alcova”, “120 Dias de Sodoma”, “Justine”, “Liz” e “O Monólogo da Velha Apresentadora”; “Gotas ao Dia”, de Alessandro Toller e Tatiana Passarelli, direção Sérgio Sálvia Coelho - Teatro Augusta – SP; “Uma Coisa Muito Louca”, de Flavio de Souza, direção Roberto Lage com Luiza Gottschalk e Bruno Gradim. Teatro Bibi Ferreira – SP; “Um Passeio no Bosque”, de Lee Blessing, com direção de Emilio Di Biasi; entre outros trabalhos de igual importância.
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Saúde faz hoje alerta contra o oxi no centro de São Paulo

Profissionais do Cratod irão distribuir 1.000 panfletos e orientar população sobre os riscos da droga, em feira de saúde na estação Brás da CPTM

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promoveu na última sexta-feira, 27 de maio, um alerta contra o oxi, nova droga que chegou a São Paulo.  Das 12h às 17h, profissionais do Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas), órgão da pasta, distribuiram cerca de 1.000 panfletos sobre o tema e orientar a população sobre os riscos do entorpecente, durante feira de saúde na estação Brás da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Um primeiro levantamento promovido pelo Cratod com 92 pacientes em tratamento de dependência química na unidade apontou que 12% relataram já ter tido contato com a droga. Mas a maioria dos entrevistados, 65%, nunca ouviu falar da droga, o que pode indicar que já usaram oxi sem saber.

Marta Jezierski, diretora do centro de referência, afirma que um dos maiores problemas relacionados ao entorpecente é justamente o fato dele ser relativamente desconhecido.

“Após notarem que os usuários encontram-se sob o efeito de drogas, os traficantes começam a vender oxi como se fosse crack, já que ele é mais barato. O que notamos é que a maioria das pessoas não busca o consumo deste entorpecente, mas acaba o fazendo sem saber”.

No levantamento, quando consultados sobre sua opinião a respeito do oxi, nenhum deles manifestou interesse pela droga. Do total de entrevistados, 22% disseram achar que oxi é pior do que crack e outros 22% classificaram a droga como “devastadora”.

O oxi é considerado uma variação do crack. Além do efeito ainda mais devastador à saúde, uma das principais diferenças entre os dois é que, para se obter o crack, durante o preparo são utilizados amoníaco e bicarbonato de sódio. No oxi são usados querosene e cal virgem, substâncias extremamente tóxicas e que podem levar à morte rapidamente, mas que barateiam o custo da droga.

“A conscientização da população sobre este problema é extremamente importante a droga pode acabar com a vida de uma pessoa em um curto período de tempo”, diz a diretora do Cratod.

Fonte: assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
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Salsa, zouk, entre outros ritmos, reunidos na Aula Baile deste mês no TD


 
Alini Lima e Roberto Motta comandam o Dance no Teatro de Dança

O TD – Teatro de Dança, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, promove a cada terceira 4ª feira do mês, dentro do projeto Dance no Teatro de Dança, uma grande Aula Baile de Dança de Salão, conduzida por professor especialmente convidado para cada aula, com entrada franca. Dia 20 de abril é a vez de Alini Lima e Roberto Motta, da Interacto Danças, coordenarem a aula baile. A Interacto vai ministrar mini aulas de 20 minutos, com os principais ritmos das danças de salão da noite paulistana, como o samba, a salsa, o zouk, entre outros ritmos.

Voltado para iniciantes e iniciados, o público tem a oportunidade de aprender novos passos com profissionais que vivenciam o ensino da dança no seu dia-a-dia, além de participarem de espetáculos e campeonatos de dança, como o Brasil Salsa Open.

Quem é Alini Lima - Atual sócia e professora de Dança de Salão da Interacto Academia de Dança. Iniciou sua formação como professora e dançarina aos 17 anos. Estudou também estilos de dança como jazz, balet, dança do ventre e flamenco. Hoje seu desenvolvimento está por conta de pesquisas em dança de salão junto com seu parceiro Roberto Motta, participando de laboratórios e congressos. É uma das dançarinas mais respeitadas e completas da atualidade, trabalhando com sucesso e reconhecimento em todos os ritmos. 2º Colocada na Etapa São Paulo do Brasil Salsa Open 2008. E 4º colocada no nacional Brasil Salsa Open 2008 - Um dos concursos mais conceituados do mundo. Integrante da Latin Dance Company no ano de 2008. Jurada da banca de seleção, e da competição do Festidança 2009 - São José dos Campos. Profissionalmente, atua há mais de 9 anos com sucesso em shows pelos navios da companhia Costa Cruzeiros dentro e fora do Brasil, além de programas de TV e outros eventos.

Quem é Roberto Motta - Roberto Motta acumula 10 anos de experiência, conhecimento e trabalho fazem parte de sua vida diária, mantendo seu aperfeiçoamento tanto da dança, como da didática. Já tendo participado de turnês pelo exterior em países da Ásia e América Latina - como China, Japão, Uruguai, Argentina, entre outros. Profissionalmente atua como professor e em shows em transatlânticos da companhia Costa Cruzeiros dentro e fora do Brasil, além de programas de TV e outros eventos. Roberto assume com entusiasmo, a convite de Ivan Ribeiro, a sociedade na Interacto. Trás consigo o carinho para ensinar, a determinação para evoluir e o gosto para desenvolver em si próprio e nos outros a magnífica arte de dançar.

Ficha Técnica:
20 de abril – quarta das 18h às 21h
Três horas de duração, classificação livre, entrada franca
Dance no Teatro de Dança
Coordenação de Alini Lima e Roberto Motta, da Interacto Danças

TD – Teatro de Dança
Avenida Ipiranga, 344 - Subsolo, Edifício Itália - São Paulo, SP, (Metrô República)
Telefone da bilheteria: 2189 2555 Informações: 2189 2557 Capacidade: 278 lugares
Ar-condicionado e Acessibilidade para pessoas com necessidades especiais

O Teatro de Dança tem apoio do Circolo Italiano, Luna Di Capri e Planeta´s.

Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa

 
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