Sesc Pinheiros recebe o espetáculo Kadô, da Cie. à fleur de peau 

Companhia francesa fundada por Denise Namura e Michael Bugdahn apresenta criação desenvolvida durante o período da pandemia. Em cena, dança, música e vídeo se articulam em uma reflexão sobre presença, fragilidade e relações humanas
 

Créditos foto: Silvia Machado 

 

O Sesc Pinheiros recebe, de 16 a 18 de junho, no palco do Teatro Paulo Autran, o espetáculo Kadô, da Cie. à fleur de peau. Concebida por Denise Namura e Michael Bugdahn, a obra reúne dança, vídeo e música em uma composição construída a partir de materiais criados durante o período da pandemia. O título faz referência à palavra francesa cadeau, pronunciada ‘kadô’, que significa presente ou oferenda.
 

A montagem parte da ideia do ato de dar e receber para desenvolver uma sequência de situações que transitam entre o cotidiano e a imaginação. Em cena, gestos, imagens e composições musicais convocam a reflexão sobre os vínculos humanos, os conflitos e as fragilidades compartilhadas. Ao longo da apresentação, elementos visuais e coreográficos estimulam diferentes leituras, convidando o público a reconhecer experiências e emoções presentes nas situações propostas.

 

Criado durante o confinamento imposto pela pandemia, Kadô reúne obras concebidas naquele contexto e apresentadas como oferendas ao público. A criação também evidencia características da pesquisa artística desenvolvida por Denise Namura e Michael Bugdahn, marcada pelo diálogo entre diferentes linguagens cênicas e pela construção de uma relação direta com quem assiste ao espetáculo.
 

A passagem da Cie. à fleur de peau pelo Sesc Pinheiros também inclui a oficina Processos e transmissões "à fleur de peau", ministrada por Denise Namura e Michael Bugdahn. Voltada a artistas do corpo com experiência em dança, a atividade investiga a teatralização do movimento dançado a partir da transmissão da linguagem e de obras do repertório da companhia. Com as vagas esgotadas, o processo formativo terá seu desdobramento compartilhado com o público em Dançando à Flor da Pele, mostra de resultado que reúne composições e sequências coreográficas desenvolvidas pelos participantes durante a residência. A apresentação acontece na Praça da unidade, com acesso livre e gratuito, no dia 12 de junho, às 20h, antecedendo a temporada do espetáculo Kadô, que será apresentada na semana seguinte no palco do Teatro Paulo Autran.

 

Mini bio 

Denise Namura é brasileira, Michael Bugdahn é alemão; eles vivem em Paris (FRA) onde fundaram a cie. « à fleur de peau » em 1989.
 

Ao longo de sua trajetória, criaram aproximadamente cinquenta coreografias, para « à fleur de peau » e também para outras companhias, no Brasil (Balé da Cidade de São Paulo, Cia. Cisne Negro, Cia. de Danças de Diadema, Grupo de Dança 1° Ato, Cia. Repentistas do corpo) e na Europa (Bernballett, Suíça – Cia. Cirka Teater, Noruega – Cia. Border Crossings, Inglaterra/China – Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, Portugal – Passerelle VZW, Bélgica), constituindo um amplo repertório que continua circulando. Em junho de 2025 criaram be yourself – everyone else is already taken para a São Paulo Companhia de Dança, trabalho indicado ao Prêmio APCA na categoria Melhor Espetáculo de Dança. Em setembro de 2025 criaram Verivérbio para o Balé Teatro Castro Alves, em Salvador.
 

A companhia participou de eventos internacionais como a Biennale Internationale de la Danse de Lyon, Holland Dance Festival, Rio Panorama e Festival de Joinville, além de apresentar seus espetáculos em mais de vinte países. Ao longo de sua trajetória, contabiliza cerca de 1.500 apresentações.

 

FICHA TÉCNICA « KADÔ »  

 

Concepção: Michael Bugdahn e Denise Namura

 

Coreografia e interpretação: Denise Namura, participação especial: Michael Bugdahn

 

Música: Micha Bugdahn, Beatles, Monica Salmaso, Noga Erez & Rousso, Lula Ribeiro, Jacques Brel

 

Desenho de luz e vídeos: Michael Bugdahn

 

Figurino: Denise Namura

 

Apoio: Centre National de la Danse (93055 Pantin), La Ménagerie Technologique (94230 Cachan), La Fonderie (93100 Montreuil)

 

Produção: Compagnie « à fleur de peau »

 

** 

Serviço  

Kadô, da Cie. « à fleur de peau » 

Dias: 16, 17 e 18 de junho de 2026. Terça, quarta e quinta às 20h.

Local: Sesc Pinheiros – Palco do Teatro Paulo Autran

Ingressos: R$50 (inteira), R$25 (meia-entrada) e R$15 (credencial plena) Vendas online a partir do dia 9/6 em sescsp.org.br ou presencialmente na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo.

Duração: 60 minutos

Classificação: 12 anos

Obs.: O acesso ao palco do teatro será realizado pelo térreo da unidade, mediante acompanhamento de um funcionário do Sesc.

 

Sesc Pinheiros  

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo (SP)

Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h às 22h. Sábados: 10h às 21h. Domingos e feriados: 10h às 18h30

Estacionamento com manobrista

 

Como Chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).

 

Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.


Fonte: assessoria de imprensa 

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 Auá Mendes apresenta exposição inédita na CASACOR São Paulo 2026

Artista indígena reúne obras inéditas e convida o público a refletir sobre ancestralidade, rios e memória com a instalação “Pira Sesá – Olho de Peixe”


Exposição “Pira Sesá – Olho de Peixe” integrada à Cas
a Cor; Artista no Ateliê com suas obras | Imagens: Divulgação e Karla Bright


A artista visual, muralista e arte-educadora Auá Mendes, indígena do povo Mura, lança a exposição inédita “Pira Sesá – Olho de Peixe”, na CASACOR São Paulo 2026, a principal mostra de arquitetura, design de interiores, paisagismo e arte das Américas. O evento acontece entre 2 de junho e 9 de agosto, no Parque da Água Branca, sob o tema “Mente e Coração”.


Reunindo quatro obras inéditas, a exposição propõe um mergulho nos rios como territórios de memória, ancestralidade e resistência. Além das obras, um dos destaques da participação da artista é um Live Painting realizado no evento de abertura para convidados. Em poucas horas, Auá criou uma pintura inédita inspirada na própria CASACOR, traduzindo em cores, formas e símbolos as linguagens afetivas e visuais presentes na edição deste ano.


Corpo-território

Nascida em Manaus e radicada em São Paulo, Auá Mendes constrói uma trajetória marcada pela conexão entre arte, território e identidade indígena. Com trabalhos desenvolvidos para instituições e marcas como Adobe Brasil, Natura, Google Brasil, Nike Brasil, Converse Brasil, Tok&Stok, Bienal de São Paulo, Banco do Brasil e Itaú Cultural, a artista apresenta agora uma instalação especialmente concebida para a edição 2026 da CASACOR à convite do curador, Hugo Ribas. Ribas é arquiteto, urbanista e curador, com ampla experiência nas áreas de arquitetura e infraestrutura. Com portfólio internacional, realizou projetos de arquitetura e interiores no Brasil e Líbano. De forma independente, criou e desenvolveu projetos expográficos e cenográficos. Na área cultural e museológica, foi Coordenador Operacional no Museu Catavento; Coordenador de Projetos e Obras da Biblioteca Mário de Andrade; e atualmente é responsável pelo Núcleo de Infraestrutura “Arquitetura” do Museu das Culturas Indígenas


“Pira Sesá”, expressão de origem indígena que significa “olho de peixe”, nasce da ideia de enxergar o mundo dentro da correnteza. A partir da poética dos rios. 


“Mesmo quando tentam apagar um rio – desviá-lo, secá-lo, enterrá-lo – ele resiste. Não da forma que esperamos. Ele voa sobre nossas cabeças. Vira nuvem. Vira chuva. Vira memória que desaba lá onde menos se espera”, afirma a artista.


Na instalação, os rios aparecem como grandes avós e avôs: antigos, profundos e pacientes, carregando histórias que a terra não esqueceu. A exposição convida o visitante a refletir sobre permanência, deslocamento e pertencimento, ao mesmo tempo em que denuncia as violências sofridas pelos corpos d’água e pelos territórios indígenas.


O trabalho de Auá Mendes transita pelo conceito de corpo-território e pelas relações entre ancestralidade, memória e futuro. Influenciada pelos ensinamentos de seus familiares, anciãos e pelas reflexões de Ailton Krenak, a artista constrói obras que conectam passado e presente em diferentes suportes e linguagens.


“O que me inspira a fazer o que eu faço vem do povo e do território que eu pertenço, do ontem e do hoje. Meu trabalho faz essa reflexão que mistura o hoje ao que veio ontem”, destaca.

A participação de Auá Mendes na CASACOR São Paulo 2026 amplia o diálogo entre arte contemporânea, saberes indígenas e arquitetura, inserindo no espaço da mostra discussões urgentes sobre memória, pertencimento, sustentabilidade e regeneração. 


Sobre a artista

Auá Mendes (Manaus, 1999) é artista visual, designer gráfica, ilustradora, muralista, grafiteira e arte-educadora indígena do povo Mura. Vive entre Manaus e São Paulo desde 2020. Sua produção artística aborda temas como ancestralidade, corpo-território, desigualdades climáticas, territoriais e de gênero, com obras e projetos apresentados no Brasil e no exterior.


Entre seus trabalhos recentes estão participações no calendário Oxfam Brasil 2025 e na exposição “Justiça Climática: uma Discussão do Presente”, além de projetos realizados com instituições culturais, organizações sociais e grandes marcas nacionais e internacionais.


Serviço

Exposição: “Pira Sesá – Olho de Peixe”

Artista: Auá Mendes

Local: CASACOR São Paulo 2026 – Parque da Água Branca

Endereço: Av. Prof. Alfonso Bovero, 600 – Água Branca – São Paulo/SP

Data: 2 de junho a 9 de agosto de 2026

Tema da edição: “Mente e Coração”

Ingressos: Venda pelo site oficial da CASACOR

Instagram: @aua__art

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Caminho das Águas no Brasil destaca a importância da preservação hídrica e da consciência ambiental


Recebi um exemplar da obra Caminho das Águas no Brasil e, além da excelente apresentação editorial — com acabamento nobre, capa dura e impressão de alta qualidade —, a publicação chama atenção pela relevância e profundidade das informações apresentadas sobre um tema tão essencial para a sociedade: a água e sua importância para o futuro sustentável do planeta.

Em um momento em que as discussões sobre sustentabilidade, preservação ambiental e uso consciente dos recursos naturais se tornam cada vez mais urgentes, a obra surge como uma importante iniciativa cultural e educativa voltada à valorização da riqueza hídrica brasileira.

O projeto, desenvolvido pela editora Bela Vista Cultural, vai além da publicação de um livro e propõe uma experiência multiplataforma, com apresentações culturais, cartilha pedagógica, exposição digital e audiobook, ampliando o acesso à informação e aproximando o tema da sociedade, especialmente do ambiente escolar.

Com olhar informativo e educativo, a obra apresenta a água como um recurso essencial para diferentes setores da vida e da economia, destacando sua relação direta com energia, saneamento, saúde, logística, biodiversidade e qualidade de vida. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de participação coletiva em práticas sustentáveis e iniciativas de cidadania ambiental.

Repleta de referências históricas, curiosidades e exemplos práticos, a publicação também evidencia como a água acompanha a evolução das civilizações desde os primórdios da humanidade, despertando fascínio, desenvolvimento e transformação social ao longo do tempo.

Mais do que um projeto cultural, Caminho das Águas no Brasil se posiciona como um instrumento de conscientização e reflexão sobre a responsabilidade coletiva de preservar um dos patrimônios naturais mais valiosos do Brasil.


Release: 

CAMINHO DAS ÁGUAS NO BRASIL

“Caminho das Águas no Brasil” é uma ação cultural formada pela publicação de um livro, a realização de apresentações culturais, uma cartilha pedagógica, uma exposição digital e um audiobook, desenvolvida com o objetivo de levar o assunto às salas de aula, destacando a riqueza hídrica existente em nosso país, ao mesmo tempo em que apresenta informações relacionadas a esse recurso natural que permeia nosso cotidiano: consumo, energia, saneamento, logística, economia e saúde, além de estimular a participação da sociedade em iniciativas voltadas à cidadania ambiental e sustentável.

A ação foi desenvolvida pela editora Bela Vista Cultural e contou com a apresentação do Zmax Blue Ship Group e patrocínio das empresas Águas Prata e Hstern, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

A PUBLICAÇÃO

Além de destacar a incrível riqueza hídrica existente no país, o livro oferece uma visão detalhada sobre as potencialidades da água, que incluem a geração de energia limpa e ecológica, a contribuição para a sobrevivência da biodiversidade da flora e da fauna brasileiras, o uso da água em inúmeras formas de lazer, a relação direta desse recurso natural com nossa saúde, entre outros assuntos.

Repleta de exemplos, a publicação também revela como a água nos fascina desde sempre, trazendo histórias que remontam às primeiras civilizações do planeta.

Serviço: 

https://www.belavistacultural.com.br/product-page/caminho-das-%C3%A1guas-no-brasil


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A VIZINHA DAS SETE CORDAS 

Neste livro, Hugo Almeida explora os limites entre o dentro e o fora, lugar e circunstância, em narrativas que se desdobram como enigmas. Nos quinze contos escritos ao longo de dez anos, o autor constrói uma arquitetura narrativa marcada pela concisão e pela força imagética. Cada conto se abre como palimpsesto, em camadas de sentidos e referências. O autor reafirma sua sofisticação estética, presente em obras anteriores como Certos casais, Vale das Ameixas e Mil corações solitários. O resultado é uma narrativa enxuta e poética, que convida o leitor a desvendar silêncios, gestos e perplexidades.

 Serviço: 

Edição: 1ª - Ano: 2026

Assunto: conto - Idioma: Português - País de Produção: Brasil

ISBN: 978-65-83126-41-2 - Formato: brochura, 14 x 21 cm - Nº de Páginas: 152


  

Opiniões sobre a obra:

Por Lara Vaz-Tostes

    A vizinha das sete cordas é um livro em que o leitor entra achando que vai apenas acompanhar histórias e termina com a sensação de ter atravessado vidas. Há algo de raro na escrita de Hugo Almeida: ele observa sem crueldade, ironiza sem desumanizar e toca o trágico sem teatralidade. Sua prosa é lúcida sem ostentação — como quem sabe que a literatura não precisa gritar para ferir (ou salvar).

     O livro se organiza em três movimentos — Dentro de casa, Fora de casa e Além — que são mais do que divisões formais: são modos de estar no mundo. Dentro de casa, o cotidiano perde o verniz. A casa surge como cenário moral, espaço de pequenas rachaduras, delicadezas frágeis e colapsos silenciosos. Contos como “Nas nuvens”, “Canoa do tempo” e “Assim de touca e máscara?” mostram que o que parece leve ou cômico, muitas vezes, é apenas a forma que a vida encontra para suportar a própria gravidade.

     Fora de casa, o mundo se torna mais áspero. Há encontros, choques, atravessamentos. Textos como “Ponto cego”, “Dona Justina”, “Duas estrelas” e “Encontro na Capela Dourada” revelam um olhar atento ao humano em seus instantes mais contraditórios: o gesto bonito onde ninguém esperava, a brutalidade disfarçada de normalidade, o afeto que insiste mesmo quando já chega tarde.

     E então vem o Além, que não é fuga — é tributo. A literatura aparece como fidelidade ao que nos formou, como dívida amorosa. O livro sugere, com sobriedade, que há coisas que o tempo não apaga — apenas muda de lugar dentro da gente.

    O que une os contos é uma eletricidade sutil: o texto parece sempre prestes a acontecer “algo” — e essa iminência é linguagem. Hugo não força a mão, não moraliza, não se exibe. Confia no detalhe, no ritmo, no corte certo. 

    Com humor fino, repertório e uma escrita elegante e impura (no melhor sentido), A vizinha das sete cordas não entrega lições — entrega presença. Ao final, o leitor não fica com uma moral, nem com uma resposta: fica um incômodo singular e bom — o de reconhecer, em silêncio, alguma coisa de si.

 

Por Whisner Fraga

     Estes belíssimos contos de A vizinha das sete cordas iluminam o que há de mais íntimo e doloroso no ser humano: amor, culpa, perda, redenção — as personagens caminham por territórios instáveis, onde o mínimo gesto pode salvar ou condenar. com o lirismo dilacerante do autor e o olhar alerta dos narradores, as histórias de hugo almeida reforçam que toda vida é travessia e, nas sombras das veredas, pulsa um lampejo de espanto, fé e humanidade.


Por quem as cordas vibram
Por Eltânia André

     O lugar define o homem? O lugar e as circunstâncias (numa perspectiva de Ortega y Gasset) destinam, confirmam ou marcam o território do conflito, da resistência, do horizonte aberto (ou não) aos sonhos? N’Os Lusíadas, Camões canta e decanta uma epopeia sobre o sair de casa, e em sua Odisseia, Homero empreende o voltar para casa. Habitar o lugar desejado extrapola os confins dos mares e as amarras territoriais; ao revés do tempo, a sorte e os acontecimentos são senhores do destino, mas não do afeto. 

       Nesse jogo — ou antítese — dentro de/fora de, o autor de A vizinha das sete cordas nos conduz por caminhos que se (des)dobram e não se excluem ou apartam completamente. Numa torção similar à Fita de Möbius — objeto contraintuitivo que surpreende e atrai pelo desafio, em que o interior e o exterior apontam para uma instância não delimitada, na escrita de Hugo Almeida o dentro e o fora emergem como enigmas. Coloca diante do leitor um campo gravitacional de especulações, no qual não há respostas nem saídas imediatas, mas um permanente questionamento e um contínuo desvendar, diante do erro, do crime, do indulto e do insólito, que se afunilam numa peleja, num espaço coreográfico de gestos mínimos, de expressões contidas, de silêncios e evasões que falam mais que o enunciado. Aqui também importam, em chave elíptica, o não-dito e a estrutura formal que se impõe pela concisão e economia de meios, tanto estilísticos quanto semânticos. 

     No intenso e denso percurso pelas situações e contingências que subjazem na consciência do ser, impõe-se escavar, esmiuçar os enredos e sentir as perplexidades e motivações de um autor que dá vida a uma arquitetura narrativa permeada de sutilezas e planos que se abrigam sob/sobre palavras, títulos, citações etc.,  como numa sequência de palimpsestos. Nada está ou acontece por acaso nem por mero enxerto ou enfeite na configuração dos contos, pois a sofisticação concede primazia a recursos muito peculiares, em que o menos diz sempre mais. Essa particularidade em Hugo Almeida é dominante, uma rara qualidade que reside na força temática, emocional e imagética e se traduz nos cortes, nas frases breves e precisas, albergando (in)tens(ç)ões sub-reptícias. 

       Na linha de suas obras anteriores (oportuno lembrar, entre as mais recentes, os contos de Certos casais, de 2021; e os romances Vale das Ameixas, de 2024, e a reedição, em 2025, do premiado Mil corações solitários, bem como a publicação, no mesmo ano, do ensaio A voz dos sinos: o sagrado, a mulher e o amor na obra de Osman Lins, estes três pela Editora Sinete), em A vizinha das sete cordas, com o mesmo rigor estético que perpassa o amplo espectro de sua produção, o autor realiza, num claro viés ontológico, a sondagem de vidas rotineiras envoltas num cotidiano de névoas, impulsos e contradições, retratando situações e sentimentos, confidências e segredos, medos e apreensões, sonhos e pesadelos. 

        Nos quinze contos que enfeixam A vizinha das sete cordas, escritos ao longo dos últimos dez anos, flui um caudal narrativo em que afluentes e influências trazem densos sedimentos à cultura e à dicção literárias desse incontornável escritor. Destaco, ainda, a conexão com obras e autores, tanto nos diálogos intertextuais e nas epígrafes que representam um nexo temático, quanto nas dedicatórias, que se convertem em homenagem e reconhecimento afetivo àqueles que cruzaram sua trajetória literária, acadêmica e existencial como inesgotáveis referências.

   “Nas nuvens”, primeiro dos cinco contos da série Dentro de casa, abre a porta para espreitarmos as tramas e os dramas, assim como o vão das palavras, as sensações, o insinuado e o interdito, emulando a interrogação: viver nos arranha-céus, próximo às nuvens ou para além delas repousar na maquete idealizada, seria existir numa dimensão liliputiana? Já em “O casal do farol”, Sóstrato guarda segredos no iCloud, enquanto a mocinha, no vaivém da ambiguidade, “feito a maré e o tempo, oscila. Não-sim”. Num movimento pendular perto-longe, eles vislumbram a cidade pelo vértice do farol numa busca do invisível ou do imprevisível. 

     “Por mares sempre navegados”, escrito no pós-pandemia que confinou o mundo nos limites da casa, carrega no título a inversão do desbravamento, da glória de ir além. Daí advindo um triângulo que não se fecha, eu diria que, para não morrer de tédio, uma mãe conta mil e uma histórias para sua filha, num esforço análogo ao de Sherazade, para enganar o tédio. E assim como Emma Bovary estranha as orelhas de seu marido Charles, “Ah, meu Deus! Por que suas orelhas são assim!?”, certo dia, Marília se pergunta, ao ver Arthur eriçar a juba inexistente, “O que é você? De onde veio?”, enquanto a criança apreende mais do que o suposto. Retornando ao tema da quarentena em “Canoa do tempo”, eis a metáfora da embarcação que segue o curso das águas e provoca outra pergunta — Para onde vai o mundo? — numa alusão ao incognoscível. A epígrafe de Manuel Bandeira, que amplia o belíssimo “Assim de touca e máscara?”, sugere que o concreto e o simples podem ser transformados em abstrato, sublime. E essa é a experiência esperada por Áurea. Com uma flor na touca, ela aceita pousar como modelo-vivo, e o seu corpo-ateliê responde de antemão com esperança aos domínios de Alonso — artista capaz de converter barro em bronze. 

    “Ponto cego”, primeiro dos sete contos da seção Fora de Casa, deságua num final surpreendente. Na sequência, “Dona Justina” personifica ou mimetiza a justiça, alguém que incorpora a imanência do perdão e conhece bem os poderes da oferta de um café coado na hora. “Duas estrelas”, duas histórias, tantas peregrinações, dupla face do infortúnio. Em “Encontro na Capela Dourada”, um observador anônimo, entre quitutes e frutas, ouve e grava as “confissões” (em nome do pai) de Mariana, Nicolau e Horiundo com H, h de horror. Por falar em Horiundo, Justina, Sóstrato e outros, vale ressaltar que os nomes das personagens não são escolhidos aleatoriamente, há uma pertinência com fatos históricos, mitológicos ou literários. “A vizinha das sete cordas”, que dá título ao livro, conta sobre Mira, aquela que mira pelo olho-mágico. E de como sua vida se transformou ao conviver com a vizinha Elvira, “coração re-don-do”, divertida, musical, prestativa — aprendeu e ensinou que sons e cores ajudam a organizar a vida, até que... Sobre “Influxologia alemã”, somos levados na torrente paródica de “um delirante, trôpego e sibilino labirinto de falácias e sofismas” quando um “tal juiz simplesmente pediu... (‘é ina-crre-di-tá-vel!’) a anulação dos 7 a 1 da Alemanha no Brasil na Copa de 2014, no Mineirão, e a consequente derrogação (‘foi a palavrra que usou’) do título da seleção alemã”.  

      Na última parte, Além — Tributo a três eternos, há uma viagem sensível e paralelística aos territórios criativos de Osman Lins, Clarice Lispector, Manuel Bandeira.   

     No mesmo sentido, no pungente “E depois desse desterro?”, Hugo Almeida apresenta as catorze estações de Dario, feito um Jesus renascido e repaginado do antológico “Uma vela para Dario”, do mestre-vampiro de Curitiba, Dalton Trevisan, ao som de “Fita amarela”, de Noel Rosa.

    Vários podem ser os olhares que culminarão em novas e significativas leituras deste conjunto nascido do manejo de um autor familiarizado com os signos e símbolos da linguagem. De seu cuidadoso processo de lima e lapidação, surge uma escrita elaborada, enxuta e poética, que transcende o óbvio e as aparências. Portanto, cabe aos leitores a tarefa instigante de abrir picadas na imensidão de A vizinha das sete cordas — corda extra que impõe complexidade, profundidade e beleza em todo o livro.

 

Outros livros de Hugo Almeida (clique no link para  mais informações sobre a obra)

 Vale das ameixas - romance (2024)

 A voz dos sinos - o sagrado, a mulher e o amor na obra de Osman Lins - crítica literária (2024)

 Mil corações solitários - romance (2025)

 

 

Sobre o autor: Hugo Almeida é autor dos romances Mil corações solitários (Prêmio Nestlé-88) e Vale das ameixas. A obra A vizinha das sete cordas é o seu quinto livro de contos. Organizou Osman Lins: o sopro na argila, ensaios, e as coletâneas Nove, novena: variações e Feliz aniversário, Clarice, selecionada pelo PNLD/MEC-2021. Mineiro, vive em São Paulo desde 1984.

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 Junior Rozante participa de encontro estratégico do

Além do CNPJ na Avantto Aviation

 CEO da RZ3 participou de encontro do Networkers Club, na Avantto Aviation, para debater oportunidades e estratégias na aviação civil.

 No último dia 26 de fevereiro de 2026, Junior Rozante, CEO da RZ3, participou de mais uma edição do Além do CNPJ, realizada na Avantto Aviation, no Campo de Marte, em São Paulo.

O encontro aconteceu dentro do Networkers Club, mastermind que reúne empresários consolidados para discussões estratégicas de alto nível, promovendo um ambiente exclusivo de troca entre líderes que já superaram os principais desafios da primeira fase de crescimento.

Com foco no mercado da aviação civil, o evento abordou oportunidades, ameaças e o ritmo de expansão do setor, proporcionando uma imersão prática nos bastidores da operação — do hangar à gestão estratégica — com a participação do fundador da Avantto.

Mantendo a essência de “empresário para empresário”, o debate trouxe insights aplicáveis à realidade corporativa, reforçando a importância de visão estratégica, inovação e capacidade de adaptação em mercados altamente dinâmicos.

A presença de Junior Rozante reforça o posicionamento da RZ3 em ambientes seletos de decisão, conectando liderança, inteligência de mercado e crescimento sustentável por meio de relações empresariais sólidas e estratégicas.

 

Junior Rozante é executivo, palestrante e empreendedor, é CEO da RZ3, onde lidera projetos que integram tecnologia, estratégia e performance para gerar resultados concretos às empresas. Com atuação focada em inovação, gestão de negócios, LGPD e créditos ativos tributários, destaca-se pela visão analítica e pela capacidade de conectar pessoas, oportunidades e decisões estratégicas. Defensor de que inovação é método, acredita que a tecnologia só gera valor quando está alinhada à estratégia, às pessoas e aos objetivos do negócio.

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 RZ3 recebe líderes da Vistage
em encontro exclusivo sobre gestão, estratégia e alta performance

Imersão reuniu empresários e executivos para discutir liderança,

tomada de decisão e crescimento sustentável.

 

No último dia 21 de janeiro, a RZ3 foi palco de um encontro exclusivo que reuniu importantes líderes empresariais durante o Evento de Apresentação da Metodologia Vistage (EPMV), ao lado de seu CEO, Junior Rozante. A iniciativa teve como objetivo proporcionar uma imersão prática na metodologia Vistage, reconhecida globalmente por impulsionar o desenvolvimento de empresários, CEOs e executivos de alta performance.

O evento contou com a participação de Antonio Mamede, Marco Carvalho, Arão Sapiro, Eduardo Moura, Diego Lima, Fabio Pereira, Daniel Martins, Silvia Micelli e Eduardo Marchiori, que vivenciaram uma simulação de reunião conduzida por um Chair, experimentando na prática a dinâmica do Peer Advisory — modelo baseado na troca de experiências reais entre líderes, com foco em decisões mais estratégicas, conscientes e sustentáveis.

Ao longo da programação, os convidados puderam interagir, compartilhar desafios de gestão, refletir sobre cenários de mercado e aprofundar o entendimento sobre os valores fundamentais da Vistage, como confiança, desafio, cuidado e crescimento. A experiência reforçou a importância do networking qualificado e da inteligência coletiva como ferramentas essenciais para o fortalecimento da liderança e a evolução dos negócios.

Para a RZ3, receber a Vistage e seus membros representa mais um passo em seu posicionamento como referência em inovação, estratégia e desenvolvimento empresarial, promovendo ambientes que conectam conhecimento, pessoas e soluções com impacto real no mercado.

 

Assessoria de Imprensa

Jornalista Carina Gonçalves - MTB: 48326

imprensa@rz3.com.br / 11-98092-6021

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Exposição Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi, segunda individual do artista no espaço paulistano, abre a programação de 2026 da Galeria Estação

 Composta por 27 pinturas inéditas, além da série Nbimda, dedicada a 16 divindades do candomblé de Angola de matriz Bantu, a mostra, que tem texto de catálogo assinado por Renato Menezes, evidencia a maturação do artista, que amplia repertórios, técnicas e subjetividades após o impacto de Lapidar Imagens


 Aberta ao público em 5 de março, com visitação até 11 de abril, a exposição Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi inaugura a programação de 2026 da Galeria Estação, reafirmando a força poética e a crescente complexidade do trabalho do artista paulistano de 39 anos. Ao longo de sua trajetória Rafael percorreu diversos Estados do Brasil, viveu por 14 anos decisivos em Teófilo Otoni (MG) e, atualmente, reside em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo.

Desde Lapidar Imagens, sua primeira exposição individual na galeria, realizada em 2023, o artista atravessou um ciclo de amadurecimento que ampliou seu vocabulário visual ao revisitar aspectos estruturantes de sua trajetória — da formação como lapidador de pedras preciosas às experiências de circulação pelo país. Esse percurso se desdobra agora em uma mostra que articula memória, identidade e subjetividade.

 “Desde que Rafael entrou na Estação, em 2023, acompanhamos de perto seu processo consistente de amadurecimento. Ele é um artista que cresceu em segurança, em repertório e em consciência do próprio trabalho. Entre Lapidar Imagens e esta nova individual sua obra ganhou densidade. A exposição reflete um salto real em sua trajetória. Quando um artista como ele encontra um espaço institucional que o apoia, ele ganha o mundo. No caso dele, nosso respaldo foi fundamental para que ele se sentisse mais livre para arriscar, aprofundar processos e ampliar sua linguagem”, defende Vilma Eid, sócia-fundadora da Galeria Estação.

 Produzidas no biênio 2024 – 2025, as pinturas inéditas incorporam um universo multicolorido de retratos, paisagens e elementos simbólicos que, segundo o artista, emergem de uma escuta profunda de si mesmo, em um processo consciente de desaceleração: “Hoje eu sinto que o meu trabalho acontece em outro tempo. Antes, eu tinha muita urgência, uma necessidade de produzir o tempo todo, quase como se eu precisasse provar alguma coisa. Agora eu entendo que esses processos devem ser mais lentos, que a pintura precisa de tempo para maturar, assim como eu”, explica.

 Composta por dois núcleos expositivos, a mostra reúne 27 pinturas no 2º andar da Galeria Estação, e apresenta, no mezanino, a série Nbimda, formada por 16 pinturas de cabeças de dimensões variáveis. Cada obra representa uma divindade (nkisi) cultuada no candomblé de Angola de matriz Bantu. Ao abordar esse conjunto, o historiador da arte Renato Menezes, autor do texto crítico do catálogo da mostra, destaca a centralidade simbólica da cabeça como elo entre o corpo, a ancestralidade e o divino:

 “O que para os europeus se apresentou unicamente como fisionomia, isto é, como emanação da personalidade, revela-se, na pintura de Pereira, como elo com o divino: a cabeça, orí para os Iorubá e mutuê para os Bantu. É na cabeça onde reside a força vital do indivíduo; está ali sua conexão com o nkisi, a energia ancestral e destino individual que cada sujeito traz consigo ao nascer. O tema da cabeça ancestral organiza a série Nbimda”, destaca Menezes.

 Ao exaltar e ressignificar a ancestralidade afrodiaspórica que constitui parte majoritária da sociedade e da formação cultural brasileira, Rafael também explicita sua intenção de dar maior complexidade às discussões sobre racialidade, afastando-se de leituras reducionistas em favor da construção de uma subjetividade negra.

“Não quero que meu trabalho seja lido só a partir de um corte racial. Não quero que um corpo negro sorrindo seja visto como um acontecimento, enquanto um corpo branco sorrindo é só uma imagem. O que me interessa é construir uma subjetividade negra que seja complexa, íntima e contraditória. Não quero negar a questão racial. Quero ir além dela. Quero que meu trabalho seja visto como imagem e experiência, e que a negritude esteja ali de forma profunda, não como um rótulo”, provoca o artista.

Segundo Menezes, essa produção recente, marcada pela força intuitiva do gesto pictórico, amplia ainda mais as leituras possíveis sobre a obra de Rafael, já insinuadas na interpretação de caráter modernista dos trabalhos presentes em Lapidar Imagens.

“Em um primeiro momento, sua obra parece resultar diretamente da absorção desses códigos da retratística tradicional para, a partir deles, imaginar futuros, reconstituir histórias e inventar identidades, superando o modo como a vida negra foi avaliada. Por outro lado, o artista cria fisionomias a partir de sua imaginação, como em um exercício de ajuste de contas com a história e de acesso a uma dimensão da memória neutralizada pelo trauma: a intuição é uma tecnologia ancestral. Assim, ele faz reexistir, por meio de suas cores, a presença viva de pessoas atravessadas por sentimentos, pensamentos e desejos silenciosos”, observa Menezes no catálogo.

A exposição evidencia, ainda, a ampliação de técnicas experimentadas durante o período formativo de Pereira, como o uso de bastão de giz pastel óleo sobre papel, revelando processos investigativos de um trabalho em transformação. Parte das obras foi produzida em março de 2025, durante a residência artística realizada por ele em Goiânia (GO), no Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes, projeto idealizado pelo artista visual e educador Dalton Paula e pela professora e pesquisadora de cinema Ceiça Ferreira. Localizado em um quilombo do bairro conhecido como Setor Shangri-lá, o espaço articula tradições culturais afro-brasileiras e práticas de arte contemporânea, com atividades em cerâmica, gravura, capoeira angola, agroecologia e cineclube.

“A residência no Sertão Negro foi decisiva para o Rafael, não apenas no plano técnico, mas como experiência de troca com outros artistas e abertura de mundo. Ele voltou mais seguro, mais consciente da própria voz — e isso aparece com força nesta exposição, que mostra um Rafael mais amplo com trabalhos diferentes reunidos em dois núcleos distintos. São quase duas exposições que se complementam e ajudam a entender melhor o artista. Abrir a programação de 2026 com o Rafael foi uma decisão muito consciente. Ele tem um público forte, seu trabalho tem ótima circulação e esse é o momento exato para fazermos sua segunda individual”, conclui Vilma Eid.

 

Sobre Rafael Pereira

Nascido em São Paulo, em 1986, mudou-se para Teófilo Otoni (MG) com a família ainda criança e foi lá que se especializou no trabalho com pedras preciosas. De volta à capital, aos 17 anos, Rafael se revezava entre o trabalho para pagar as contas e a prática da pintura e do desenho, atividades que foi desenvolvendo de maneira autodidata, experimentando com tinta a óleo, nanquim e giz pastel.
Aos 24 anos decidiu se dedicar exclusivamente à profissão de artista, vendendo seu trabalho nas ruas das diversas cidades onde morou Brasil afora. As vivências pessoais guiam a pesquisa de Rafael Pereira e formam o repertório imagético de sua obra. Sua ancestralidade de matriz africana dita muito do ritmo estético de seu trabalho, com suas simbologias e cores vivas. Seu processo de criação inicia-se justamente a partir do emprego das cores na tela, que aos poucos vão decodificando as figuras mentais e os sentimentos relacionados até se transformarem na composição.
Desde suas primeiras produções, então incentivadas pelo casal de colecionadores Claudete Guitar e Torquato Saboia Pessoa, até as mais recentes, pode-se identificar muito da sua própria história. A série de pinturas Catadores de Cana (2021), por exemplo, trata da realidade dos cortadores de cana, resgatando não apenas a profissão de seu pai, mas, também, o que provavelmente tenha causado sua morte.

O retrato tem sido uma categoria bastante trabalhada pelo artista por meio de representações de pessoas que passam por sua vida, e em seu ambiente familiar. Essas figuras, que geralmente olham profundamente quem as observam, povoam a imaginação do artista. Outra importante prática de sua pesquisa é a xilogravura.

De forma autodidata e com a ajuda de outros artistas, Rafael utilizou inicialmente referências do modernismo brasileiro para investigar a fundo os processos da técnica, bem como seus materiais e ferramentas. Artistas como Cândido Portinari, Ismael Nery, Lasar Segall e Tarsila do Amaral inspiram os cenários, traços e temas em suas obras.

 

Sobre a Galeria Estação

Com um acervo entre os pioneiros e mais importantes do país, a Galeria Estação, inaugurada no final de 2004 por Vilma Eid e Roberto Eid Philipp, consagrou-se por revelar e promover a produção de arte brasileira não-erudita. Sua atuação foi decisiva para a inclusão dessa linguagem no circuito artístico contemporâneo ao editar publicações e realizar exposições individuais e coletivas sob o olhar dos principais curadores e críticos do país. O elenco, que passou a ocupar espaço na mídia especializada, vem conquistando ainda a cena internacional ao participar, entre outras, das exposições Histoire de Voir, na Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, na França, em 2012, e da Bienal Entre dois Mares – São Paulo | Valencia, na Espanha, em 2007. Emblemática desse desempenho internacional foi a mostra individual Veio – Cícero Alves dos Santos, em Veneza, paralelamente à Bienal de Artes, em 2013.
No Brasil, além de individuais e de integrar coletivas prestigiadas, os artistas da galeria têm suas obras em acervos de importantes colecionadores e de instituições de grande prestígio e reconhecimento, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte de São Paulo, o Museu Afro Brasil (SP), o Pavilhão das Culturas Brasileiras (SP), o Instituto Itaú Cultural (SP), o SESC São Paulo, o MAM- Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o MAR, na capital fluminense.

 

SERVIÇO

Exposição Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi

Quando: de 5 março a 11 de abril de 2026

Onde: Galeria Estação

Endereço: Rua Ferreira Araújo, 625 - Pinheiros, São Paulo

Vernissage: 05/3 (quinta-feira), a partir das 18h

Horários de funcionamento da galeria: segunda a sexta, das 11h às 19h; sábados, das 11h às 15h; não abre aos domingos.

Tel: 11 3813-7253


Fonte: assessoria de imprensa

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Shopping Pátio Paulista 

inicia nova programação de Hora do Conto

Evento, que acontece em parceria com a da Livraria da Vila,

apresenta novos personagens e novas histórias

O Shopping Pátio Paulista tem nova edição Hora do Conto, com contação de histórias infantis, baseadas em livros selecionados do universo infanto-juvenil.  A cada encontro, histórias diferentes, com personagens que estimulam a criatividade, com interpretação e monitoria da Cia SóPapo.

Para fevereiro, as histórias contam as aventuras dos personagens de “Bibo cresceu, mas só um pouquinho…”, da autora brasileira, Silvana Rando, de “Leotolda” da espanhola, Olga de Dios, “Perigoso!” do britânico, Tim Warnes, e “Van Dog” da polonesa, Mikołaj Pasiński. 


As sessões acontecem sempre às 15h, no piso Paraíso (2º andar). Os ingressos gratuitos são limitados e podem ser resgatados no app Iguatemi One, escolher Shopping Pátio Paulista (aba “Eventos”).

“O objetivo em trazer a Hora do Conto, com histórias e personagens consagrados, é contribuir para estimular o prazer da leitura entre os pequenos, de forma divertida, criativa e lúdica”, explica Taciana Melo, Gerente de Marketing do Shopping Pátio Paulista.

Serviço

Hora do Conto, Shopping Pátio Paulista

Livraria da Vila, Piso Paraíso

Rua Treze de maio, 1947, Bela Vista

Ingressos gratuitos, que podem ser pré - resgatados pelo app Iguatemi One. Vagas limitadas consulte disponibilidade.

Sempre às 15 horas 

07/fev -Bibo cresceu, mas só um pouquinho… (Editora Brinque-Book)

14/fev - Leotolda (Editora Boitatá)

21/fev - Perigoso! (Editora Ciranda)

28/fev - Van Dog; (Editora Piu)

Recomendado para crianças, que devem estar acompanhadas por pais ou responsável acima de 18 anos.

Mais sobre o Pátio Paulista - Inaugurado em novembro de 1989, o Shopping Pátio Paulista recebe hoje paulistas vindos de todas as partes da cidade – e do país – graças à sua localização privilegiada: em plena avenida Paulista, com fácil acesso por metrô e grandes avenidas. São cerca de 300 operações, distribuídas em sete pisos, entre vestuário, alimentação, serviços, entretenimento e lazer, com três pisos de estacionamento.  

Na sua fachada, um relógio de mais de 5 metros de altura é referência para toda São Paulo. 

Para mais informações, www.iguatemi.com.br/shoppingpatiopaulista e em @patiopaulistaoficial (instagram)

Fonte: assessoria de imprensa

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