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Música

Gisele de Santi lança “Casa”, 
seu terceiro álbum, no Sesc Pompeia


Após apresentação memorável no projeto Prata da Casa em 2014, a cantora e compositora gaúcha radicada em São Paulo, volta ao palco do Sesc Pompeia para lançamento de seu novo disco, em apresentação única no Teatro dia 8 de setembro

Em tom camerístico nasce CASA (Bell'Anima / Tratore, 2016), o terceiro disco de Gisele De Santi, gravado durante a gestação de Francisco, seu primeiro filho. Vivendo as emoções da maternidade, a cantora e compositora aposta na nudez de sua voz límpida, embalada apenas pelo piano de Luiz Mauro Filho e pelas cordas de Vagner Cunha, também produtor e arranjador de CASA.

CASA é também o nome da faixa-título do álbum, composta por ela e Rodrigo Panassolo, seu parceiro musical e o pai de Francisco. A canção foca a mãe pela ótica do filho recém-nascido. As 13 faixas falam de nascimentos, chegadas e descobertas, em composições de Gisele e também releituras como “Sete Mil Vezes” de Caetano Veloso e “The Fool on the Hill” de Lennon e McCartney.

A culpa é do Chico
Por Renato Mendonça
jornalista e crítico

O título acima pode sugerir que “Casa”, terceiro CD de Gisele De Santi, se constrói a partir da poética e das canções de Chico Buarque, de resto influência confessa da gaúcha e de nove entre 10 cantoras da nova geração da música popular brasileira.

Mas, não.

O culpado é um Chico de apenas nove meses, primeiro filho de Gisele, nascido poucos meses depois da gravação do álbum. Além de marcar presença física no estúdio, vigilante aos agudos de sua mãe, o jovem Chico também deu luz a Gisele: era a hora dela renascer como artista.

- Gravidez implica retiro e reflexão, é ser a casa de si mesmo e de outro. Isso nos faz questionar decisões até de ordem estética. Senti que era hora de buscar a essência – diz a porto-alegrense de 30 anos, radicada em São Paulo.

Visualmente, essa essência teria a forma de uma casa acolhedora e despojada, onde o sentimento põe a mesa e faz dormir, onde uma voz límpida nos guia por aposentos diferentes uns dos outros, alguns inundados de sol, outros ressecados de aflição, janelas sempre abertas para a paixão. Uma arquitetura que não esconde, convida.

Musicalmente, “Casa” é um movimento radical de valorização do verso, da voz e da melodia. Gisele tem o acompanhamento apenas do piano de Luiz Mauro Filho, ocasionalmente com a presença de cordas a cargo de Vagner Cunha, produtor de “Casa”, compositor e colaborador de artistas como Ná Ozzetti, Guinga, Vitor Ramil, Nei Lisboa e Bebeto Alves, além de Ana Carolina, Luis Melodia, Chico Cesar e José Miguel Wisnik.

As gravações ocuparam duas manhãs e duas tardes de uma ampla sala envidraçada, com vista para os campos que cercam o Recanto Maestro, distrito de São João do Polêsine, no centro geográfico do Rio Grande do Sul. Normalmente não eram necessárias mais que três ou quatro tomadas para se chegar à versão que está no álbum. Algumas faixas, entre as melhores do disco, como “Nobreza” (Djavan) e “Astronauta Lírico” (Vitor Ramil), aparecem registradas no primeiro take. Não se permitiram as famigeradas correções de afinação via software.

A unidade do álbum (e, pelo amor de deus, não cometa o pecado nada original de pescar faixas na Internet – “Casa” merece ser ouvido como disco temático que é) não se garante apenas pelo tratamento instrumental, rigoroso e enxuto. As 13 faixas, praticamente todas compostas por Gisele e parceiros (veja abaixo), se irmanam ao tratar de nascimentos, separações e descobertas.

A belíssima faixa-título, dela e de Rodrigo Panassolo, nos coloca no ponto de vista de um recém-nascido que enxerga a mãe como um milagre que aparece para saciar a fome e alimentar o amor. “Você, Você”, de Guinga e Chico Buarque, tem o mesmo viés, mas o bebê já sabe o que é o ciúme e ousa perguntar o que é aquela luz que ele percebe pelo vão da porta. “Bem-Vindo” é um chamamé composto por Yamandu Costa para seu primeiro filho, que Gisele letrou com versos generosos como “E quando o meu abraço / Não mais prender / Fará eu soltar o laço pro teu viver”.

O nascimento de uma amizade está exposto em “Nobreza”, que tem a originalidade dos versos reforçada quando Gisele quase soletra a palavra “descascado” e estende as vogais no adjetivo “demorado”. Outro destaque é “A Lua Vagarosa”, recriação que Gisele e Vagner fizeram de uma obra do início do século 20, estabelecendo várias fases lunares para a canção que oferecem a oportunidade para um show de técnica vocal. Os covers de “Sete Mil Vezes” e “The Fool on the Hill” reforçam a certeza de que uma interpretação pessoal pode dar nova vida a uma canção. 

A comparação entre as capas dos três discos de Gisele já lançados constitui a narrativa perfeita do amadurecimento de um artista. O primeiro CD, lançado em 2010, trazia o nome da cantora e sua foto na capa na urgência de situar-se, de mostrar a cara e os talentos. A capa do segundo disco, “vermelhos e demais matizes” (2013), mostrava ao longe o desenho de uma casinha de telhado rubro em contraste com um grande céu azul, conciliava vários ritmos. Agora, a capa exibe a fachada de uma casa, acolhedora e despojada. Gisele nos convida a conhecer sua casa musical, e é lá que você vai ter vontade de morar.

Sobre Gisele De Santi
Premiada nas categorias Intérprete e Revelação na edição de 2010 do Prêmio Açorianos pelo seu disco de estreia, intitulado “Gisele De Santi”, e na categoria Melhor Compositor MPB 2013 pelas canções de seu segundo trabalho, “Vermelhos e Demais Matizes”, a cantora e compositora gaúcha, radicada em São Paulo, lança CASA, seu terceiro álbum.

Além da música popular, Gisele também já transitou pela música erudita: participa do CD-livro “Além”, lançado em 2012, do compositor, arranjador e instrumentista Vagner Cunha, atuante em diversos campos da música contemporânea (entre os artistas com quem ele colabora estão Vitor Ramil, Guinga, Ná Ozzetti, Bebeto Alves e Nei Lisboa, tendo trabalhado também com Ana Carolina, Luis Melodia, Chico Cesar e José Miguel Wisnik).

Ela é também autora, em parceria com Fabricio Gambogi, do hit que conquistou rádios e trilha de novela global, “Do Lado de Cá”, interpretado pela banda Chimarruts. Teve também canção gravada por Negra Li (“E Eu”), Julia Bosco (“Maçã Última”) e Fabiana Cozza (“É do Mar”).

Seu novo disco “Casa” foi financiado 100% pelo Catarse, plataforma de financiamento coletivo na qual Gisele já é veterana: já teve 3 projetos, anteriores a esse, financiados e bem-sucedidos, sendo a primeira artista a inscrever mais de um projeto nessa plataforma.

Em fevereiro de 2013, Gisele divulgou seu trabalho internacionalmente em diversas viagens pela Europa: esteve em Lisboa como parte integrante da programação do 'Ano do Brasil em Portugal', ao lado de seu parceiro musical, o paraense Arthur Nogueira, onde apresentaram o show “Meridiano 50”. Em maio do mesmo ano, a gaúcha foi convidada pelo Departamento Cultural do Itamaraty para participar do projeto “Novas Vozes do Brasil” em Portugal, parceria entre o departamento e a Casa da Música do Porto. Após esse show, a cantora e compositora seguiu em turnê pela Europa passando por países como Áustria, Alemanha, França, Inglaterra e Holanda com o show “Nossas e Bossas” (projeto duo com o cantor e compositor Rodrigo Panassolo), que em 2014 fez turnê também em diversas cidades dos EUA.

Serviço: Gisele De Santi lança CASA, seu terceiro disco, no projeto Plataforma do Sesc Pompeia

Dia: 8 de setembro de 2016, quinta-feira, às 21 horas. Local: Teatro. Rua Clélia, 93, São Paulo. Telefone: 11 3871-7720

Ingressos: de R$ 6,00 a 20,00.  Venda online a partir de 30/08 e venda presencial a partir de 31/08.
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Sala de Estar recebe Moraes Moreira em show intimista

Nos dias 13, 14 e 15 de novembro, o cantor faz um panorama de sua carreira no Sesc Pompeia

Em novembro, Moraes Moreira abre as portas de sua Sala de Estar para contar as histórias das músicas que marcaram sua carreira. Aos 68 anos, Moreira não é mais um novo baiano, mas mantém a energia que o fez referência na música brasileira. Os shows, intimistas, acontecem no Teatro do Sesc Pompeia, dias 13 e 14, às 21h, e dia 15, às 19h.

Com mais de 45 anos de carreira, o cantor e compositor de Ituaçu já lançou mais de 20 discos em carreira solo, além de seus trabalhos com o Novos Baianos, icônico grupo das décadas de 60 e 70. Entre seus parceiros, figuram Tom Zé, Beth Carvalho, Armandinho e Paulo Leminski.

Os clássicos de "Acabou Chorare" - "Brasil Pandeiro", "Mistério do Planeta", "Preta, Pretinha" e "A Menina Dança" - dividem espaço com "Asa Branca" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), "Maracangalha" (Dorival Caymmi), "Aquarela do Brasil" (Ary Barroso) e "Chega de Saudade" (Vinicius de Moraes e Tom Jobim).

"Tudo isso, dos clássicos dos Novos Baianos aos hits carnavalescos, dos sambas, frevos e baiões aos recentes cordéis, encontra-se devidamente representado no repertório com o qual Moraes nos brinda nesse show. Mas não só tudo isso; algo mais que faz a diferença e constitui a particularidade desse espetáculo: a inclusão de certas canções de outros autores que ele até hoje havia cantado e tocado quase que somente em âmbito restrito, doméstico", sintetiza o jornalista e compositor Carlos Rennó.



Sala de Estar
Apresentações intimistas com diversos artistas representativos da música brasileira. Cada artista executa um repertório significativo para sua formação e consolidação, entremeados por pequenas intervenções narrativas do como e porque tal música é representativa em sua vida.


Os shows acontecem durante o ano de 2015 no Teatro, nos dois lados abertos e com uma cenografia especial.


Cantores e compositores preparam um setlist exclusivo para suas apresentações. Músicas oriundas de várias fontes - que tiveram influência direta na sua formação musical -, uma canção cantarolada pelos pais, uma lembrança do rádio na infância ou referências de autores e intérpretes diversos.

O projeto já contou com João Bosco, Nando Reis, Fagner, Guilherme Arantes, Fafá de Belém, Zizi Possi, Luiz Melodia, Zélia Duncan e Alceu Valença.



Sesc Pompeia apresenta Moraes Moreira - Projeto Sala de Estar, no Teatro

Dias 13, 14 e 15 de outubro, sexta e sábado, às 21h. Domingo, às 19h.

Ingressos: R$ 15,00 (credencial plena*/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 25,00 (+60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 50,00 (inteira).

Venda online a partir de 3 de novembro, terça-feira, às 19h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 4 de novembro, quarta-feira, às 17h30.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos.
                                            

SESC Pompeia - Rua Clélia, 93.

Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia


Fonte: Assessoria de Imprensa | Sesc Pompeia
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