‘Andropausa’ atinge 1 em cada 4 homens acima dos 50 anos

Alterações no humor, perda da massa muscular e diminuição da libido são os sintomas mais comuns, alertam especialistas de hospital estadual em SP

“Me sinto cansado, mal humorado e minha potência sexual não é mais a mesma”. Este depoimento é relatado por um em cada quatro homens com mais de 50 anos atendidos por urologistas no Centro de Referência em Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, na zona sul da capital paulista.

A chamada Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino, popularmente chamada de “andropausa”, é a queda na produção de testosterona, principal hormônio masculino, e atinge 25% da população masculina, a partir dos 50 anos.

Fadiga, alterações no sono e no humor, redução de massa muscular e óssea, além de diminuição da libido (desejo sexual) são os sintomas apresentados pelo distúrbio – e relatados pelos pacientes. “Para o corpo da mulher, a menopausa representa a interrupção total da produção de hormônios. No homem as taxas são reduzidas a cada ano, mas quando esta queda é mais acelerada o corpo responde com os sintomas de descompasso”, explica o médico responsável pelo serviço de urologia, Cláudio Murta.

Os homens que apresentam a deficiência podem desenvolver osteoporose, problemas cardiovasculares e disfunção erétil. O tratamento baseado em reposição hormonal oferece qualidade de vida e bem estar aos pacientes. Entretanto, o uso indiscriminado de hormônios como a testosterona traz danos graves à saúde. “É importante ressaltar que somente um especialista pode indicar esta reposição. Tomar hormônios de forma errada causa apneia, alterações na micção e doenças no fígado”, destaca o coordenador do Centro de Referência em Saúde do Homem, Joaquim Claro.
        
A alimentação saudável, aliada à prática de exercícios físicos, pode ajudar a combater o distúrbio. Os homens devem restringir refeições ricas em colesterol e açúcar e optar pelos pratos ricos em vitaminas, fibras e antioxidantes, como hortaliças, peixes e frutas oleaginosas (castanhas e nozes, por exemplo). 

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

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