Saúde - Afogamento

Saiba como identificar e evitar afogamentos em crianças

Logo mais os dias serão de calor, alguns intensos, e uma piscina,
praia ou lago será uma opção para se refrescar



Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio

Devido a repercussão sobre o afogamento e morte do ator Domingos Montagner (o Santo da novela Velho Chico), acho importante falar sobre uma das causas que mais promove mortalidade infantil no mundo e, especialmente, em nosso país de clima tropical, com temperaturas elevadas durante muitos períodos do ano. Segundo as estatísticas do Ministério da Saúde (2015) o afogamento é a segunda causa de morte entre crianças e adolescentes até 14 anos, chegando a cerca de 3 por dia, perdendo apenas para acidentes de trânsito. Esses dados são alarmantes e são mais frequentes do que imaginamos.

Para se ter uma ideia, a maior incidência de casos de afogamentos acontece com crianças entre 1 e 4 anos de idade e depois com 10 e 14 anos. Mas não se deixar enganar pela falsa segurança de que as outras faixas-etárias estão livres de qualquer risco. Infelizmente não estão. Os perigos escondem-se além dos locais mais prováveis (mar, rios ou piscinas) e muitos deles estão em ambientes caseiros e disponíveis sem que os adultos percebam.

O afogamento é um acidente silencioso e rápido, muito diferente do que as pessoas esperam que seja. Não há tempo de gritos e ou braçadas que indiquem a asfixia, por exemplo. Em casa basta um balde ou banheira com poucos centímetros de água para que uma criança perca a consciência após inalar a água e chegue ao óbito. O tempo entre a aspiração de água, perda de consciência e morte pode ser de aproximadamente entre três e cinco minutos. Parece pouco, mas é muito para uma criança ficar sem ar e sem condições de pedir ajuda. Todo cuidado é pouco e para ajudar a evitar uma tragédia vejam as nossas dicas:

Locais possíveis de afogamento:

Piscinas (de todos os tipos, inclusive as infláveis), baldes, tanques, banheiras, vasos sanitários, poços, represas, rios, mares, lagoas, caixas d’água, e tudo que possa acumular água e perigo para afogamento de uma criança devem ser evitados e ou indicados sem a supervisão de um adulto. Lembre-se que basta dois centímetros de água para que o pior possa acontecer. Geralmente brincadeiras com água promovem diversão e barulho e quando existe silêncio, verifique, pois é sinal de que algo não está correndo dentro do previsível. Todo cuidado é pouco!

Cuidados:

·         Em piscinas: além da água existe o risco das bombas de sucção. A instalação de um sistema antiaspiração de cabelo e corpo é uma das soluções indicadas, assim como desligar a bomba no momento de uso é fundamental.
·         Em mares: muitas vezes existe a falsa sensação de segurança quando colocamos boias em nossas crianças. Esses, quando não supervisionados de perto, podem elevar os riscos e distanciar a criança de locais seguros, levando-as, por exemplo, para alto mar. Por isso é importante nunca deixar a criança sozinha e no caso de viagens em barcos, navios e brinquedos aquáticos sempre usar colete salva-vidas.
·         Em rios e lagos: por ter um cenário diferente de praias, é comum subestimarmos os perigos escondidos abaixo da água desses locais. Devemos aprender a aparente calmaria não pode ser sinônimo de segurança. Estes locais são perigosos e imprevisíveis em suas correntes abaixo d’agua, sem falar nas pedras e sumidouros (fenômeno hidrológico natural que cria uma bacia no meio do rio com dinâmica similar a de um ralo de pia – puxa qualquer coisa para baixo).
·         Baldes, bacias, banheiras e outros utensílios que guardam ou acumulam água: é importante deixar fora do alcance das crianças qualquer objeto com potencial fator de risco. A imaturidade e falta de noção sobre o perigo de afogamento pode ser fator determinante para que ocorra uma tragédia. Como mencionado antes, basta dois dedos de água para que o pior aconteça.

Em caso de afogamento, o que fazer:

Infelizmente não temos como prever o futuro e tão pouco evitar acidentes com ou se a supervisão de um adulto. Por isso repito, é importante acompanhar de perto as crianças e ao menor sinal de perigo, se não conseguir evita-lo, solicite ajuda.
Caso aconteça um afogamento próximo de você, alguns cuidados são essenciais, veja abaixo:
  • Tente resgatar a criança o quanto antes. Em locais de grande volume de água, se possível, tente o salvamento sem entrar na água.
  • Verifique se a criança está respirando. Se estiver, coloque-a de lado para expulsar a água engolida.
  • Se não perceber respiração, inicie a respiração boca a boca e massageie o tórax da criança para reanima-la e para que possa recuperar a respiração o mais breve possível para evitar qualquer possível lesão cerebral.
  •  A cabeça deve ficar em uma posição mais baixa que a altura do peito para evitar que se afogue em seu próprio vomito.
  • Após os primeiros socorros, leve a criança para um local seguro, seco e com cobertores ou roupas que a aqueçam. E leve-a imediatamente ou assim que possível para receber ajuda médica.

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Sites de referência:

  
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Sobre Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
É médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital. Oferece curso personalizado para gestantes, com o objetivo de ajuda-las na mais importante missão de suas vidas: ser mãe. Para solicitar informações sobre o curso de gestante:  priscilazs@yahoo.com.br / pediatraonlinetirasuaduvida@gmail.com / contato@jcgcomunicacao.com - coloque no assunto a informação que deseja saber e ou solicitar. O consultório está localizado na Av. Leôncio de Magalhães, 395, Santana- SP / 11- 2977-8697.


Colaboração textual:
Agência Informação Escrita / Agência JCG Comunicação e MKT
Jornalista Carina Gonçalves

11-4113-6820 / contato@jcgcomunicacao.com

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